Suspeita de ser funcionária “fantasma” volta como adjunta em secretaria

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Mara Bethânea Bastos Gurgel de Menezes é adjunta da Sedesc desde 23 de novembro e é suspeita de não cumprir horários quando atuava com o secretário Antônio Lacerda

Ângela Kempfer

Investigada por suspeita de ser funcionária fantasma, há 1 mês Mara Bethânia Bastos Gurgel de Menezes voltou à prefeitura de Campo Grande como adjunta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia.

Ela ocupa o cargo na Sedesc desde 23 de novembro, depois de exonerada da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais, por ser flagrada em outras atividades no horário de serviço.

O caso virou denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Na época, ela recebia salário de aproximadamente R$ 10 mil, mas foi fotografada em diferentes locais durante horário de expediente, como academia e salão de beleza de Campo Grande.

A Prefeitura informou que já abriu procedimento para apurar o motivo da nova nomeação que coloca Mara Bethânia como secretária-adjunta de Desenvolvimento com cargo DCA-1, publicada em edição extra do Diário Oficial.

Cerca de três meses antes, em 16 de agosto, o promotor Humberto Lapa Ferri, da 31ª Promotoria de Campo Grande, apresentou a denúncia, encaminhada à 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, apontando suspeitas de que a servidora comissionada seria “fantasma”.

A denúncia, que atinge também o secretário Antônio Cézar Lacerda (Governo) e o advogado Gilberto Kodjaoglanian di Giorgio, assessor jurídico da pasta, aponta que Mara Bethânia, nomeada em 6 de fevereiro de 2017 como assessora-executiva I (símbolo DCA-2), retificada no dia 15 daquele mês para assessora especial (DCA-01, com vencimento bruto de R$ 10 mil e recebendo em alguns meses R$ 8,4 mil), nunca teria exercido suas funções em qualquer órgão do Executivo.

Ela seria proprietária há 12 anos de um centro de beleza no Carandá Bosque, onde atuaria como maquiadora. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), entre 18 e 20 de setembro, sua rotina compreendeu frequentar uma academia no período da manhã, atuar em sua empresa à tarde e buscar a filha na escola, “não tendo em nenhum momento se dirigido ao prédio da prefeitura ou a qualquer outro local que indicasse interesse público do órgão que lhe paga seu salário desde fevereiro de 2017”, cita a denúncia.

 

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