‘Se não gosta do presidente, vota melhor em 22’, diz Bolsonaro sobre fundão

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Thays Martins

O presidente Jair Bolsonaro voltou a sinalizar, na noite desta quinta-feira (2/1), que não vetrá o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundão eleitoral. O presidente tem recebido diversos pedidos para não aprovar a quantia de R$ 2 bilhões votada pelo Congresso Nacional.

Em transmissão ao vivo feita pelo Facebook, Bolsonaro justificou que, se não sancionar o fundo, correrá risco de sofrer impeachment, porque poderia ser acusado de crime de responsabilidade por descumprir a lei de responsabilidade fiscal.

Segundo Bolsonaro, as críticas que está recebendo são semelhantes às que recebeu em relação à aprovação do juiz de garantias, e defendeu-se que busca fazer o melhor. “Se não gosta do presidente, vota melhor em 22 (elições de 2022). Eu estou fazendo o melhor possível”, chegou a dizer em certo momento.

Pela manhã, ele havia dito que prepararia a opinião pública para a decisão que tomaria sobre o assunto.

Deputada “fofinha”

Bolsonaro também disse que, em sua campanha para presidente, não usou fundo eleitoral e que, nas próximas eleições, também não se beneficiária dos recursos. “Eu não usei nem fundão, nem o fundo normal. Fiz um pedido na internet. Alguns dizem que é porque estou criando um partido. Sabe quanto vou ter de direito? Zero”, disse. Ele ainda fez críticas a deputados que o estariam pressionado pelo veto. “Deputado Samuel Moreira desceu a lenha em mim. Agora, esse mesmo deputado usou R$ 1 milhão do fundo especial de financiamento de campanha. Tem uma deputada em São Paulo, uma deputada bem fofinha, que também tá me criticando, mas ela usou R$ 100 mil. Tá criticando, mas usou. Não estou fazendo campanha contra eles.”

Antes da live, Bolsonaro postou nas redes sociais um texto no qual explica melhor por que o veto ao fundão poderia resultar em impeachment. Na mensagem, citando o artigo 85 da Constituição Federal, que dispõe sobre crime de responsabilidade.

“Pelo exposto você acha que devo VETAR o FEFC, incorrer em Crime de responsabilidade (quase certo processo de impeachment) ou SANCIONAR?”, perguntou o presidente da República aos seus seguidores no fim da publicação.

Segundo ele, caso um pedido de impedimento fosse feito o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, arquivaria o processo, mas ele poderia sofrer pressões.

“Eu tenho o dever de cumprir a lei, mesmo quando não nos agrada. Daqui a pouco um fake news qualquer, que é  comum acontecer, uma denúncia qualquer, obstrução de justiça, tentou ajudar um parente. Sabe do que eu to falando, né? Pronto, ta lá”, explicou.

 

 

Depois da postagem, na transmissão ao vivo, o presidente lamentou a reação dos internautas. “Não deu um minuto tinha mais de 100 comentários pedindo para eu vetar. Por favor, vamos ler”, disse.

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