Número de casos de covid-19 crescerá ‘muito’ semana que vem, diz Mandetta

Maurício Ferro

O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) afirmou na noite desta 4ª feira (1º.abr.2020) que a população verá “muitos casos confirmados” da covid-19 (doença desencadeada pelo novo coronavírus) até o fim da semana que vem. Portanto, segundo ele, a taxa de letalidade vai diminuir. Mandetta também disse que há subnotificação dos registros, que vão “subir muito”.

“Hoje o número de casos confirmados está muito menor do que o número de casos que está circulando na nossa sociedade. O que aumenta –e muito– a necessidade de termos mais cuidado para segurar [a movimentação]. Não é lockdown o que o Brasil fez. O Brasil fez uma diminuição da atividade, mas não fez lockdown. O que a gente vê é muita gente trabalhando. Agora, precisa redobrar o esforço”, afirmou.

Mandetta fez a declaração durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. O ministro também falou que o mesmo acréscimo nas estatísticas vai servir para o número de mortes. Segundo ele, há “em torno de 200 [óbitos] aguardando a rodagem da testagem”.

“Se não redobrar o esforço, vamos ter problema de EPI” (equipamentos de proteção individual), disse o ministro. “Se nós não fizermos retenção de dinâmica social, se não cumprirmos, se saírmos, se aglomerarmos, se fizermos movimentos bruscos e relaxarmos nesse grau de contágio, sim: pode ficar com uma série de problemas de equipamentos de proteção individual, porque não estamos conseguindo adquirir de forma regular.”

Mandetta disse que o Ministério da Saúde “vai ser sempre transparente” e que, hoje, a pasta está “muito preocupada com a regularização de estoque de equipamento”. Ele, no entanto, afirmou que as secretarias estaduais estão abastecidas e orientou diretamente os secretários estaduais e municipais a também adquirir equipamentos.

“A compra que o ministério está tentando fazer é 1 esforço. Façam vocês também. Os recursos que a gente passa podem ser usados. Compra, adquira, como vocês sempre fizeram. Quando o mundo acabar dessa epidemia, eu espero que o mundo nunca mais cometa o desatino de fazer 95% da produção de insumos que depende a vida num único país”, afirmou.

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