Machismo do presidente ‘autoriza’ violência contra a mulher, diz Dilma

Poder360

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi às redes sociais neste Dia Internacional da Mulher (8.mar.2020) incentivar a participação feminina em manifestações contra o feminicídio, a violência, o machismo e a misoginia.

‘Ligue 180’ recebe denúncias sobre assédio e violência contra a mulher

Em uma sequência de publicações, a petista escreveu que o Brasil atravessa “tempos difíceis para as mulheres“. “Desde a redemocratização, nunca se viu tanta misoginia, tanto machismo e tanta violência, autorizados pelos que governam o país“, escreveu.

Dilma lembrou confronto de Bolsonaro, enquanto ainda era deputado, com a também deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em 2003, Bolsonaro disse à congressista “não te estupro porque você não merece“. Ele repetiu a declaração em 2014 e, no ano seguinte, foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil à deputada e a pedir desculpas.

O machismo e a misoginia do presidente, como praticados contra a deputada Maria do Rosário, autoriza a violência, os estupros e os assassinatos. O feminicídio aumentou 7%, em 2019. Entre 3 a 4 mulheres são assassinadas por dia no Brasil de Bolsonaro. Machismo causa sofrimento, fere e pode matar. Quem verbaliza a misoginia e o machismo incentiva a violência“, continuou Dilma.

A ex-presidente participou no sábado (7.mar.2020) do o 1º Encontro Nacional das Mulheres sem Terra, em Brasília.

No evento, Dilma disse que a democracia está “ameaçada”no Brasil e defendeu união de movimentos sociais.

Nós temos de ter clareza de que o neoliberalismo e o neofascismo são irmãos siameses. Não existe 1 sem o outro, e é este o caráter mais perverso deste autoritarismo que afeta todas nós.”

Veja imagens do evento do MST em Brasília:

Print Friendly, PDF & Email