‘Escolhi ir para a PF para desmascarar Moro, Dallagnol e a Lava Jato’, diz Lula

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste domingo (17.nov.2019) do Festival Lula Livre, em sua homenagem, em Recife (PE).

O evento contou com a participação do ex-presidenciável e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e da governadora interina de Pernambuco, Luciana Santos. Entre as atrações musicais estiveram Francisco El Hombre, Marcelo Jeneci, Odair José e Mundo Livre SA.

O encontro é o 1º grande ato público de Lula depois de ser solto. A liberdade foi concedida após a mudança de entendimento no STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu a execução de penas antes do trânsito em julgado –quando não há mais possibilidade de recursos em nenhuma instância.

O ex-presidente aproveitou o evento para desferir novas críticas contra a operação Lava Jato, o coordenador da força-tarefa em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) –então juiz que o condenou no caso do triplex do Guarujá (SP)– e o presidente Jair Bolsonaro.

“Eu, hoje, sou 1 homem melhor do que aquele que entrou na cadeia. Estou vendo que estamos com dificuldade de reagir. Não foi fácil tirar de 1 cidadão de 74 anos 580 dias de liberdade. Não é uma coisa simples. Quando na verdade a quadrilha deste país foi montada pelo Moro, Dallagnol, Bolsonaro e por aqueles que me julgaram”.

Em outro momento, o ex-mandatário disparou contra ações do atual governo e contra a TV Globo.

“Eu não precisava estar preso, poderia ter ido para outro país, mas eu escolhi ir para a Polícia Federal porque eu tinha de desmascarar o Moro, Dallagnol e a Lava Jato. Eles estão destruíndo o país em nome do quê? Estão destruíndo os empregos em nome do quê? Estão destruíndo a esperança em nome do quê? Estão fomentando as milícias nesse país em nome do quê? A Globo alimenta a mentira em nome do quê nesse país?”

“A gente não quer mais morar mal, vestir mal, estudar mal, a gente quer tudo de bom nesse país porque somos nós que produzimos. A luta não acabou, não há como acabar uma luta porque cada dia nós teremos mais.”

No final de seu discurso, o ex-presidente agradeceu a presença de Fernando Haddad que, segundo ele, foi “melhor ministro da Educação que o Brasil já teve”.

“Quando resolvi me entregar eu disse ao povo brasileiro: eu não sou o Lula, eu sou uma ideia já assumida pelo povo brasileiro”, concluiu.

Ao se dirigir para cumprimentar correligionários, o ex-presidente foi puxada por 1 apoiador e quase caiu do palanque. O apoiador foi repreendido pelos seguranças do evento.

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