Escolas amanhecem fechadas em MS; Fetems cobra concurso e democracia na escolha da direção

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Entidade estima que 90% das escolas aderiram à paralisação em MS

Dany Nascimento

Revoltado com a posição do governo diante da paralisação nas escolas de Mato Grosso do Sul, o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira disse ao TopMídiaNews que a categoria é contra a política implementada na educação.

“Ele fala que é de cunho político a paralisação, mas na verdade nós somos contra a política que ele vem tentando implementar. Precisamos de concurso público imediato, temos 10 mil professores sendo que temos um total de 370 escolas, isso é um absurdo. Ele quer tirar as eleições diretas para diretores porque quer indicar diretores nas escolas. Trabalhamos assim, com eleições diretas, há mais de 27 anos e agora ele quer mudar isso para implementar o projeto cívico militar, colocando militares à frente das escolas”, explica o presidente.

De acordo com o presidente, 90% das escolas amanheceram de portas fechadas e realizam dois dias de paralisação. “Hoje estamos de portas fechadas com panfletagem nas regiões e amanhã teremos um grande ato na praça do Rádio Clube Campos, com professores da Capital e do interior”.

Questionado sobre tentar dialogar com o governo, Teixeira destaca que desde o mês de julho não consegue contato. “Ele não nos recebe mais e cortou contato com todos os sindicatos. Ele fala que estamos com jogo político, mas quem está com jogo é ele, que quer implementar projetos que a categoria não aprova na educação”.

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