Cia. de Dança do Pantanal é premiada em Portugal com espetáculo sobre o meio ambiente

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Criada em Corumbá, Cia de Dança apresentou espetáculo Terra sem Males

NAIANE MESQUITA

A corumbaense Izabelle Paiva colocou as sapatilhas pela primeira vez no chão do Moinho Cultural aos 9 anos de idade. Encantada com o mundo das artes, ela não imaginava que aquela distração pudesse se tornar a fonte da sua devoção nos últimos anos.

Bailarina da premiada Cia. de Dança do Pantanal, Izabelle descobriu na primeira viagem que fez pelo Moinho Cultural o desejo de seguir profissionalmente a carreira artística. “Eu sempre dancei, desde criança, mas era diversão, meu momento de lazer. Quando comecei a ir às apresentações, a competir, eu tive uma sensação diferente”, explica Izabelle.

Com 22 anos de idade e desde 2017 integrante da Cia. de Dança do Pantanal, Izabelle recebeu ao lado dos colegas o prêmio de Melhor Grupo de Dança, no Concurso Internacional de Bailado do Porto, em Portugal.

O evento reuniu grupos de balé clássico, neoclássico e contemporâneo de oito países e foi realizado no início do ano.
“O prêmio foi no mês de abril e abriu muitas portas. Depois dessa competição, a companhia se apresentou no Brasil e na América do Sul”, explica  o coordenador-geral da instituição, José Roberto dos Santos Júnior.

Os bailarinos da Cia. de Dança do Pantanal nasceram em países diferentes, conforme afirma José Roberto dos Santos Júnior. “Nós temos bailarinos da Argentina e de São Paulo na companhia. Ela foi criada em 2017, com bailarinos de Corumbá, e depois ganhou essa característica da América Latina, com bailarinos de outras nacionalidades”, indica o diretor.

Prêmio

A próxima parada será na cerimônia do Prêmio Empreendedor, no dia 4 de novembro, em São Paulo. A companhia apresentará o espetáculo premiado em Portugal, “Terra sem Males”.

A coreografia de dança contemporânea aborda o Pantanal atual sem romantismo, mas com beleza.

O espetáculo foi construído pelo coreógrafo renomado Chico Neller e tem os bailarinos Agustín Salcedo, Brenda Lopes Ribeiro, Izabelle Paiva, Kauan da Cunha Coelho, Kelven Alex, Núbia Santos e Wellington Julio como intérpretes.

Além da companhia corumbaense, se apresenta no prêmio a cantora Tulipa Ruiz, a primeira representante do Grammy Latino dentro da música independente.

Moinho Cultural 

O Moinho Cultural nasceu em 2004 como um projeto do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), uma organização privada, sem fins lucrativos, criada em 2002 pela preservação do Pantanal e pelo fortalecimento da identidade do homem pantaneiro. O projeto iniciou suas atividades atendendo inicialmente 180 crianças em risco social.

Em 2011, foi possível a criação do Instituto Moinho Cultural, uma organização independente, porém, parceira do Instituto Homem Pantaneiro.

O local atende atualmente 360 crianças e adolescentes dos municípios de Corumbá, Ladário e das cidades bolivianas de Puerto Suarez e Puerto Quijarro, com aulas diárias de música, dança, tecnologia, apoio escolar, idiomas, educação ambiental e patrimonial, no contraturno da escola regular, em um ciclo com oito anos de duração.

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