Ao inaugurar hospital, Bolsonaro volta a criticar manifestantes contrários e chama de “marginais, terroristas, maconheiros, desocupados”

Durante a inauguração do hospital de campanha de Águas Lindas de Goiás, na manhã desta sexta-feira (5/6), o primeiro a ser anunciado pela União para atender pacientes com covid-19, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar manifestantes que fazem atos contra o governo.

Bolsonaro os chamou de “marginais, terroristas, maconheiros, desocupados” e continua caracterizando os atos contrários a ele como violentos. O chefe do Executivo reforçou o pedido para que os apoiadores bolsonaristas não compareçam no mesmo ato.

Durante o discurso, Bolsonaro falou ainda sobre tacógrafos, multas de trânsito e efeitos econômicos da pandemia, mas não fez referência a óbitos e casos de covid-19, doença que já matou mais de 34 mil brasileiros

“Esperamos que a questão do vírus, se Deus quiser, se atenue rapidamente de modo que o comércio volte a funcionar e o efeito colateral do combate à pandemia não seja mais danoso do que o próprio vírus em si”, afirmou.

“Estamos assistindo agora grupos de marginais, terroristas querendo se movimentar para quebrar o Brasil. Esses marginais tiveram uma ação em SP. Esses terroristas voltaram logo depois para Curitiba e estão nos ameaçando. Agora, tenho certeza Caiado que se vier aqui você vai tratar com a dureza da lei que eles merecem”, prosseguiu.

O chefe do Executivo completou: “Geralmente são marginais, terroristas, maconheiros, desocupados que não sabe o que é economia, não sabe o que que é trabalhar para ganhar o seu pão de cada dia e querem quebrar o Brasil em nome de uma democracia nunca souberam o que é e nunca zelaram por ela. A gente faz um apelo, não está previsto na nossa inteligência movimento na região de Goiás, não sei se estou equivocado ou não, mas onde tiver, a gente pede que o pessoal não participe desse movimento”.

Hospital de campanha

O hospital de campanha de Águas Lindas de Goiás está sendo entregue com 29 dias de atraso. Ele começou a ser construído no dia 7 de abril, com a promessa que seria entregue em um mês, sendo 15 para erguer a estrutura e outros 15 para o estado de Goiás (que é quem gere a unidade) equipá-lo.

Como já mostrado pelo Correio, ele seria inaugurado e começaria na última quarta-feira, mas abertura e início de atendimento foi atrasado para ter a participação do presidente.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também esteve presente na inauguração. Nem ele e nem Bolsonaro usaram máscaras antes ou depois da solenidade.

Live

Nessa quinta-feira (4/6), durante a live semanal, Bolsonaro caracterizou como “marginais” os participantes de atos contra o governo. Ele se referiu aos atos antifascismo previstos para este domingo (7/6).

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