A 90 dias das eleições, pré-campanhas têm ritmo ameno em Mato Grosso do Sul

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Pré-candidatos mantêm tradição do beijar bebê e abraçar idoso em peregrinação por preferência do eleitorado no Estado

JÉSSICA BENITEZ

A exatos 90 dias para eleição que deve definir presidente da República, senadores, deputados federais, deputados estaduais e governador, campanhas dos pré-candidatos em Mato Grosso do Sul seguem molde tradicional: beijar bebê, abraçar idoso e caminhar pelas cidades em feiras, festas e qualquer evento com grande público.

O toque atual é que tudo é mostrado via redes sociais ainda, claro, sem falar número de urna, respeitando regras eleitorais, já que oficialmente as campanhas começam no dia 16 de agosto.

Até o momento, são sete pré-candidatos ao governo do Estado: o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o ex-secretário da Infraestrutura Eduardo Riedel (PSDB), a deputada federal Rose Modesto (União Brasil), a advogada e professora universitária Giselle Marques (PT), a também professora Luhhara Arguelho (Psol) e o deputado estadual Capitão Contar (PRTB). Os nomes para compor vice na chapa de cada um deles ainda não foram escolhidos ou divulgados.

Para o Senado, colocaram pré-candidatura a ex-ministra da Agricultura e deputada federal Tereza Cristina (PP), o promotor aposentado Sérgio Harfouche (PSC), o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PSD) e o professor universitário Tiago Botelho (PT).

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) também pode disputar para senador. Embora ainda não oficial, as andanças pelo Estado já começaram. Sozinho, Puccinelli percorre vários municípios por semana.

Marquinhos e Rose cumprem agenda pelo Estado, mas aparecem mais em Campo Grande, também sem companhia de possíveis colegas de chapa. Já Riedel está quase sempre com Tereza Cristina, inclusive os dois acompanharam agenda do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Capital na semana passada.

Em comum está o modo tradicional de campanha tête-à-tête.

Todos compartilham em suas redes sociais os inúmeros abraços, apertos de mãos e sorrisos aos populares que encontram na rua.

O clima ainda é amistoso, sem muitos ataques, apenas falas levemente ásperas, como as farpas recém-trocadas por Marquinhos e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) acerca do impasse sobre o transporte público de Campo Grande, que chegou a paralisar os serviços por um dia por conta da falta de pagamento dos funcionários. No âmbito do judiciário, nada muito além de algumas tentativas de impedir divulgação de pesquisa ou ação para retirada de conteúdo das redes sociais.

O cenário deve entrar em ritmo de disputa com a realização das convenções partidárias, quando os nomes serão oficializados.

REDES SOCIAIS

Na internet, a interação com os eleitores é o foco. Além de mostrar o lado humanizado do pré-candidato, as equipes responsáveis por alimentar as redes sociais respondem a praticamente todos os comentários.

Quem detém ou já deteve mandato usa os feitos políticos como vitrine, como é o caso de Puccinelli, que esteve à frente da Prefeitura de Campo Grande, assim como do governo do Estado por duas vezes. Vídeos recuperando imagens da época são usados para mostrar as obras deixadas pelo emedebista. Marquinhos, que também é ex-prefeito e ex-deputado estadual, faz o mesmo, e Rose, que foi vereadora e vice-governadora, segue o mesmo caminho.

CALENDÁRIO

Segundo consta no calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 20 começa o prazo para que os partidos façam suas convenções partidárias nas quais oficializam nomes dos candidatos aos cargos eletivos, sendo 5 de agosto o último dia para isso.

Em 12 de agosto, o TSE define o tempo de propaganda em rádio e TV para cada chapa. Dois dias depois, acaba o período de registro de candidatura.

No dia 26 de agosto, coincidentemente aniversário de Campo Grande, começa a veiculação das propagandas eleitorais no rádio e na TV que vai até 1 de outubro, véspera do primeiro turno.

Campanha é a mais curta desde 1994

Esta será a corrida eleitoral mais curta desde 1994, com 46 dias para campanha oficial nas ruas e na internet (de 16 de agosto a 1º de outubro).

Por conta da mudança na lei eleitoral, o período ficou mais curto para que os candidatos peçam votos aos eleitores, por isso foram criadas as pré-campanhas, nas quais está liberado falar, debater e divulgar propostas, porém sem pedir voto diretamente.

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