Internacional

‘Organizadora do caos’ e ‘low profile’: quem é Susie Wiles, a conselheira mais poderosa de Trump, e como ela atua na campanha republicana

Ex-presidente tenta voltar ao cargo nos Estados Unidos, após governar o país do início de 2017 até o fim de 2020.

Ela se autointitula “organizadora do caos” e tem um perfil “low profile”. Aos 67 anos, sendo 40 deles dedicados aos bastidores de campanhas do Partido Republicano, Suzy Wiles é, hoje, a conselheira mais poderosa e influente de Donald Trump, ex-presidente que agora tenta voltar ao cargo nos Estados Unidos.

É o que explica Maurício Moura, doutor em economia e gestão política e professor na Universidade George Washington, nos EUA, em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (23).

“Ela é uma operadora de eleições. Ela é conhecida como uma gerente de campanha muito eficiente e ela é uma pessoa, como os americanos falam, ‘low profile’.”

“Ela não dá entrevista, ela não tira foto com político, ela não está nos programas dominicais de política em Washington, mas ela participou de várias campanhas exitosas e a percepção que eu tenho dela, obviamente, que ela é uma pessoa bastante acessível, com uma visão mais moderada.”

Segundo Moura, Wiles atua em campanhas, mas sem se envolver em governos. Também é uma pessoa moderada e, se não fosse nos EUA, onde a eleição é dividida entre republicanos e democratas, poderia trabalhar em diversos partidos.

“Ela assumiu um protagonismo e a campanha do Trump hoje é muito melhor estruturada. Tem um organograma liderado por ela, tem bases de escritórios locais muito fortes. Principalmente nos estados chave.”

Opinião parecida tem Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, que também participa do episódio.

Winter, que é americano, explica como Wiles está sendo vista no país, trazendo até certa disciplina a Trump, que governou o país do início de 2017 até o fim de 2020.

“Disciplina não é uma palavra é muito associada com Trump. Mas dessa vez ele está fazendo uma campanha bastante disciplinada em termos relativos e eu entendo que o eestablishment político acha que a pessoa responsável por isso se chama exatamente Suzy Wiles.”

  • G1.com
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