Internacional

Fortuna de Trump aumenta em R$ 705 milhões na véspera de julgamento do ex-presidente

Ex-presidente americano tem uma fortuna estimada em US$ 7,7 bilhões (R$ 39,6 bilhões) e é a 343ª pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da Forbes.

Na véspera do segundo dia do julgamento de Donald Trump, a fortuna do ex-presidente americano, que responde a 34 acusações em um processo de suposta fraude contábil na campanha eleitoral de 2016, teve um incremento expressivo. Nesta quarta-feira (29) , o patrimônio de Trump cresceu em US$ 137 milhões, cerca de R$ 705 milhões, na atual cotação do dólar.

Agora, ele tem uma fortuna estimada em US$ 7,7 bilhões (R$ 39,6 bilhões) e é a 343ª pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da Forbes.

Trump é acusado de falsificar documentos comerciais para encobrir um pagamento de US 130 mil pouco antes da eleição presidencial de 2016 para silenciar a estrela pornô Stormy Daniels, que alegou ter tido um encontro sexual.

Essa alta no patrimônio do ex-presidente é puxada, sobretudo, pela valorização das ações de sua empresa de mídia social, a Trump Media & Technology Group (TMTG), cujo principal produto é a Truth Social – uma rede social ao estilo do X, antigo Twitter.

Somente nos últimos cinco dias, os papéis da companhia, que são negociados na bolsa de Nasdaq, registraram uma valorização de 17,2%.

O movimento de alta nas ações começou em 17 de abril, quando eram cotadas em US$ 22,84, dois dias após o início do julgamento de Trump em Nova York. De lá para cá, os papéis dispararam 123,8% e encerraram o pregão desta quarta vendidos a US$ 51,12.

Segundo o analista de investimentos Vitor Miziara, esse movimento se deve ao aumento das expectativas entre participantes do mercado de que Trump deve ser considerado inocente e, concorrendo às eleições, possa sair vencedor.

“Se tem uma expectativa de que o presidente da empresa pode ser presidente dos Estados Unidos, alguma coisa boa os investidores esperam disso”, explica.

Sobe e desce das ações

As ações da TMTG foram listadas no final de março na bolsa de Nasdaq após a conclusão um longo processo de fusão, que levou 29 meses, da empresa com a Digital World Acquisition. Com a estreia, o mercado se empolgou e fez o preço dos papéis dispararem mais de 40% já no primeiro dia de negociação.

No entanto, a animação logo deu lugar à cautela e, em uma semana, as ações chegaram a cair mais de 30%.

Em abril, a divulgação do balanço corporativo da empresa, que reportou um prejuízo de US$ 58 milhões em 2023, fez com que seus preços derretessem ainda mais, levando seus papéis ao posto de mais vendidos do mercado – ou seja, investidores apostando que os preços vão continuar caindo.

Além do prejuízo milionário, o que mais chamou a atenção nos resultados da empresa foi a sua receita no último ano: apenas US$ 4 milhões, levantando o questionamento de quão rentável é o negócio.

No entanto, junto ao início do julgamento de Trump, as ações voltaram a subir.

  • G1.com
Compartilhe
Desenvolvido por
Logo conffi studio