Primeira cirurgia usando smartphone é realizada em Campo Grande

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foto Anna Gomes

Médicos da Capital acreditam que a inovação pode facilitar a vida de todos diminuindo tempo e o valor das neurocirurgias

Anna Gomes

Foi realizada na Santa Casa, nesta manhã de terça-feira (3), a primeira cirurgia usando um smartphone. Médicos da Capital acreditam que a inovação pode facilitar o serviço diminuindo o tempo e o valor das neurocirurgias.

Conforme o médico Nilton Moreira Neto, a cirurgia realizada nesta manhã, em uma paciente de 58 anos, pode ser considerada um marco já que Mato Grosso do Sul é o segundo estado do Brasil a realizar o novo procedimento.

“É um adaptador que pode ser utilizado em qualquer smartphone, ele nos auxilia a operar sem precisar de uma torre de imagem, que custa em torno de R$ 300 mil. O aparelho, pagamos cerca de R$ 6 mil, o preço é muito menor. Transformamos a cirurgia mais simples e mais moderna. Outras facilidades que vêm em conjunto é a comodidade de olhar para o crânio do paciente e para o celular, quando trabalhamos com a torre, olhamos para cima e para a pessoa, perdemos o parâmetro da gente sempre olhar para o paciente. O importante é que o aparelho tenha uma imagem boa e de alta definição e fica acoplada com a ótica do adaptador”, disse o médico.

Além dos custos serem menores para os procedimentos de neuroendoscopia, existem outras diversas vantagens e todas as operações realizadas até hoje usando o novo método foram concluídas com sucesso.

“Em São Paulo, apenas um médico já realizou 150 operações assim. Hoje, demoramos dez minutos para realizar a cirurgia de um cisto de uma paciente. Se não fosse com o novo método provavelmente demoraríamos cerca de duas a três horas, pois precisaríamos fazer uma abertura maior do crânio. E quanto maior o tempo da cirurgia, maior o risco de infecções”, adiantou.

Para Nilton, até os médicos mais antigos, acostumados com os métodos convencionais, estão gostando da ideia que o profissional trouxe de São Paulo para Campo Grande. “Não queremos substituir e nem obrigar o profissional, pois alguns não gostam. Não podemos substituir a torre, mas poderemos ter uma opção a mais”.

O médico é especialista em epilepsia e, inclusive, destaca que consegue realizar a cirurgia com o aparelho. “Vamos desenvolver a técnica aos poucos aqui. Hoje, por exemplo, foi uma cirurgia mais simples, um cisto cerebral. Pretendemos realizar outras e a ideia é diminuir o tempo e, assim, também reduzir os riscos do paciente adquirir uma infecção”, ressaltou.

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