Wassef: faltou ‘cuidado e bom senso’ para Queiroz enquanto estava em Atibaia

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Poder360

Desde a prisão de Fabrício Queiroz, em 18 de junho de 2020, Frederick Wassef está em evidência. Advogado que já representou a família Bolsonaro, ele é dono da casa onde Queiroz foi encontrado e disse ser vítima de pessoas que querem prejudicar o presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Wassef reafirmou que abrigou Queiroz em Atibaia, cidade do interior de São Paulo, para evitar que o policial militar aposentado fosse assassinado. Disse ainda que a família Bolsonaro deixou de ter contato com Queiroz em dezembro de 2018. Wassef, por outro lado, manteve a relação por, segundo ele, ter se solidarizado com a condição de saúde de Queiroz, que enfrenta um câncer.

“A diferença entre eu [sic] e a família Bolsonaro é que sou uma pessoa que passou os últimos 10 anos sofrendo em hospital, tive 4 cânceres, duas quimioterapias horrorosas. Passei 10 anos de muita dor e sofrimento. Sou 1 ser humano diferente. Tenho uma sensibilidade especial à pauta câncer, saúde, ajuda ao próximo”, afirmou o advogado. Pouco depois, explicou: “Não falei que sou diferente da família. Sou diferente de todas as pessoas. Quem passou 10 anos sofrendo em hospital com 4 tipo de cânceres, viu a morte de perto… Uma pessoa dessa se torna diferente de qualquer pessoa.”

Wassef disse que Queiroz foi descuidado ao enviar fotos da casa pelo aplicativo de mensagens WhatsApp e por receber visitas no local. Mesmo sem se arrepender de ter emprestado o imóvel, o advogado explicou que não o faria se soubesse que Queiroz levaria pessoas para a residência. “Se ele [Queiroz] está ali, em busca de paz, privacidade, para cuidar da saúde e não ser 1 lugar público para que não o assassinem, é óbvio que a pessoa tem que ter o mínimo de bom senso e o mínimo de cuidado. Coisa que ao que tudo indica ele não teve”, disse Wassef.

Queiroz é suspeito de atuar em esquema de “rachadinhas”, quando funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários. Segundo as investigações, ele teria coordenado a prática quando era assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), agora senador da República. Entenda o caso neste post do Poder360.

Ao ser questionado como o presidente, amigo de longa data de Queiroz, e Flávio Bolsonaro, assessorado por anos pelo ex-policial militar, não sabiam do seu paradeiro, o advogado respondeu: “Nunca comuniquei ao presidente nem ao Flávio e tenho meus motivos. Acreditava que, se eu comunicasse ao presidente ou ao seu filho, em algum momento alguém mais poderia saber. Que contaria a alguém mais e colocaria em risco a vida do Queiroz. Se essa informação circulasse, matariam o Queiroz dentro da minha casa e ainda colocariam a culpa em mim”.

O advogado finalizou a entrevista se declarando fiel ao presidente: “Sou leal, amo o presidente. Se realmente falasse todos os segredos que sei do presidente Bolsonaro, se eu pudesse falar tudo que sei dele, da nossa relação dos últimos 6 anos, sabe qual seria a consequência? Bolsonaro eleito em primeiro turno em 2022.”

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