Votação ‘massiva’ em Campo Grande coloca Odilon e Harfouche fortes na disputa pela prefeitura

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Odilon, por exemplo, teve mais voto este ano que Marquinhos Trad em 2016

Thiago de Souza

O pedetista Odilon de Oliveira e o procurador de Justiça, Sérgio Harfouche (PSC) são os mais novos concorrentes a conquistar a vaga de prefeito de Campo Grande. Mesmo derrotado nas eleições regionais de 2018, a dupla teve uma massiva votação na Capital, e já tem planos para o futuro.

Odilon, por exemplo, afirmou que pode sim disputar a principal cadeira da Capital daqui dois anos. Ele tem inclusive apoio do PDT regional. Para se ter uma ideia, Odilon teve mais voto este ano que Marquinhos Trad em 2016.

Em tese, os dois teriam votos  suficientes para, ao menos chegar no segundo turno da disputa municipal.

O juiz aposentado recebeu 616 mil votos no 2º turno. Em Campo Grande, foram 215.193. Apesar de contextos diferentes, nas últimas eleições, o vencedor, Marquinhos Trad (PSD) recebeu  147.694 mil no primeiro turno e 241.876 votos no segundo turno.

”Não descarto disputar a prefeitura. Na eleição enfrentei duas máquinas em Campo Grande: a estadual e a municipal. Por isso, essa quantidade de votos [215 mil] me dá a condição de ‘héroi”, analisou Oliveira.

O ex-candidato ao governo ressaltou que fez uma campanha sem dinheiro, o que ele chama de ”Tostão contra o milhão” e que é novo na política – está no meio há seis meses. Além disso demonstrou vontade de voltar a disputar o governo em 2022.

Concorrente?

Com discurso conservador e semelhante ao de Jair Bolsonaro, Sérgio Harfouche disputou o Senado na última eleição e obteve 292.301 votos. Somente em Campo Grande ele teve 163 mil votos. Sérgio constatou que, dos 13 candidatos que disputaram as duas vagas, ele foi o que teve maior votação na Capital.

”Inclusive maior que o do Nelsinho [Trad], que foi prefeito, e até hoje tem tótens com nome dele nas ruas. Então isso é um ânimo pra mim”, analisa Harfouche sobre sua popularidade na cidade. Ele vê sua votação como um ‘aval’ da população, mas destaca que teria de se preparar nos próximos anos para disputar o executivo municipal.

”Isso é indicativo para disputar Campo Grande. Isso é algo para se estudar, mas no momento estou preparado para o Senado”, reflete Harfouche.

Questionamos o presidente do PSC, partido de Harfouche, Cláudio Cavol, sobre a performance eleitoral do procurador de Justiça e sobre a possibilidade dele disputar a prefeitura, mas ele não respondeu aos questionamentos.

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