Vander defende CPI da Fake News e aproveita para alfinetar Moro: só entregar o celular

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A CPI vai durar seis meses e investigar ataques cibernéticos que conspiram contra a democracia; PSL quer barrar investigação

Celso Bejarano, de Brasília

CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) Mista, integrada por deputados federais e senadores, criada na noite de ontem, quarta-feira (3), vai investigar a popularização de notícias falsas, as chamadas fake news.

O deputado federal sul-mato-grossense Vander Loubet (PT) disse que a CPI – que terá como integrantes 15 senadores e 15 deputados federais – surge num “momento certeiro”.

“Hoje somos agredidos, atacados pelas fake news e não podemos processar ninguém”, criticou o parlamentar.

A CPI vai durar seis meses e investigar ataques cibernéticos que conspiram contra a democracia, o debate político. A comissão deve agir contra também a criação de perfis falsos criados com a intenção de influir em pleitos eleitorais.

É missão ainda da CPI Mista, a de investigar ataques contra autoridades, pessoas vulneráveis e também o aliciamento de crianças para a prática de crimes de ódio e suicídio.

“Todos os ataques cibernéticos devem ser investigados pela CPI. Fake, hackers, tudo. O ministro Sérgio Moro (Justiça) tem dito que pode ter sido vítima de hackers, mas por que ele não entrega o telefone para que se faça uma perícia? Tudo deve ser investigado”, disse o parlamentar.

Logo depois do anúncio da criação da CPI da Fake News, o vice-líder do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, entrou com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar a comissão. Ele sustentou no pedido “elevado risco de constrangimentos ilegais e de comprometimento a direitos e garantias fundamentais dos potenciais investigados”.

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