“Vamos ter que tomar medidas restritivas”, diz Resende sobre aumento de casos

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Em dois dias, mais de 1,2 mil casos de Covid-19 foram confirmados no Estado

Glaucea Vaccari

O aumento expressivo dos casos confirmados de Covid-19 em Mato Grosso do Sul pode levar novamente a adoção de medidas restritivas, como ocorreu no início e no pico da pandemia do coronavírus no Estado, segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

De acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira (23), nesta semana, que começou no domingo, já são 1.288 novos casos. Nas últimas 24 horas, foram 503 testes positivos e cinco mortes, além do aumento da taxa de contágio e pacientes internados.

“A doença teve um crescimento vertiginoso, exponencial, e nesta semana vamos ter um número muito maior que na semana passada”, disse Resende, acrescentando que na semana 46 foram 2.882 casos, que saltaram para 4.080 na semana passada, e em dois dias desta semana já são mais de 1,2 mil.

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Taxa de contágio, que já chegou a 0,91%, está atualmente em 0,96%, e a taxa de positividade está em torno de 40 a 50%, ou seja, a cada 100 exames, metade resulta positivo.

“Vamos ter que tomar medidas restritivas, seja na Capital, seja no interior, e quero acreditar que os prefeitos tem compromisso com a vida”, afirmou o secretário.

Das restrições adotadas em Campo Grande, quase todas foram flexibilizadas, como o toque de recolher que foi extinto, barreiras sanitárias, limite de passageiros nos ônibus do transporte coletivo e fechamento de parques e praças, além da proibição de eventos.

Se mantém ainda o uso obrigatório de máscaras e medidas de biossegurança em estabelecimentos, com distanciamento e disponibilização de álcool em gel.

Outro dado preocupante, segundo o secretário, é a taxa de internação. Há duas semanas, 206 pessoas estavam internadas nos hospitais do Estado e hoje o número chegou a 314, aumento de quase 50%

Ainda no comparativo com o início do mês, média móvel de casos é de 694 por dia, quando já foi de 300.

Preocupação

Quanto aos óbitos, os cinco confirmados nas últimas 24 horas são duas vítimas de Campo Grande, e uma em Cassiândia, Dourados e Três Lagoas. Média móvel é de 4,9 óbitos diários.

O número de mortes se mantém baixo, mas segundo Resende, isso se deve ao fato da doença estar tendo crescimento na faixa etária em que o vírus não é tão letal, com maioria dos infectados entre 20 a 39 anos.

“São os jovens, pessoal que tem negado a doença, pessoal que tem saído, feito aglomerações, deixado o uso de máscaras e relaxado nas regras de higiene, de lavar as mãos, uso do álcool, da manipulação e higiene de alimentos que compram nos mercados”, disse.

No entanto, mesmo com a curva ascendente principalmente entre as pessoas que não fazem parte do grupo de risco, a situação é preocupante.

“Essas pessoas serão as portadoras do vírus para os seus familiares mais idosos. Quem está saindo, festando, frequentando boate, deixando de usar máscara, pode levar o vírus para sua casa e vai ser responsável pela morte de seus familiares, principalmente dos seus pais e dos seus avós ou das pessoas mais idosas que estão em suas casas”, alertou Resende.

Desde o início da pandemia, são 92.970 casos confirmados no Estado, com 83.609 destes já recuperados, 1.727 mortes e 7.634 casos ativos.

“Os casos ativos assustadoramente aumentaram, são 7.634 e já tivemos em torno de 3 mil”, explicou a secretária adjunta de Saúde, Crhstine Maymone.

Com o aumento de casos, também aumentou a procura por testes. Nos drive-thrus do governo do Estado, a agenda está cheia até o início de dezembro e Christine orienta que pacientes que com suspeita procurem também as Unidades Básicas de Saúde da Família na Capital, onde também são realizadas coletas.

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