Trad diz que hotel foi palco de grandes alegrias nos anos 70

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Revitalização do edífico deve abrir 200 apartamentos

ADRIEL MATTOS

O Hotel Campo Grande, que a prefeitura pretende transformar em edifício residencial, deve ter 220 unidades habitacionais, que irá abrigar famílias que ganham de um a três salários mínimos. Prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) disse que a transformação do edifício em habitação popular é uma medida é para dar utilidade para o prédio, abandonado há 20 anos, e que foi “palco de grandes alegrias”. A declaração foi dada durante o lançamento de obras de pavimentação asfáltica dos bairros Roselândia, Anápolis, Morenão e Jardim Botafogo.

“Aquele hotel foi palco de muitas alegrias, muitas noites de núpcias, era o glamour da cidade, muitas noivas tiravam fotos ali na frente, isso no ínicio de 71. Há mais de 20 anos está fechado, lá dentro vários espaços que poderiam acolher seres humanos, principalmente na busca da chave da sua casa, está fechado”, disse.

O projeto foi levado ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), e conforme o chefe do Executivo municipal, lá ele encontrou o projeto retrofit, que determina que hotéis abandonados com mais de 10 anos no centro da cidade serão beneficiados se apresentados todos os projetos técnicos.

“O que eu procurei fazer, já que os comerciantes dizem que lá não vai ter o número suficiente de consumidores, eu procurei em Brasília um projeto que pudesse agregar, hotéis e templos abandonados para tornarem unidades habitacionais”, explicou o prefeito.

As unidades habitacionais devem ter cerca de 40 m², tamanho padrão de casas populares da Agência Municipal de Habitação (Emha). O edifício ainda deve passar por outras adaptações, como na garagem e uma estrutura de condomínio, para controle de entrada e saída de moradores e visitantes.

O prefeito rebateu ainda comentários que diziam que o local seria um “pombal”, com pessoas de baixa renda.

“Se for mensurar o coração do ser humano pelo que ele ganha, e não pelo que ele verdadeiramente é, eu fiquei muito chateado. Pobre de espírito são aqueles que comentaram isso. Porque são pessoas que merecem viver no centro de uma cidade também, e elas hoje talvez não ganham mais de três salários mínimos porque não tiveram oportunidade na vida, aquilo não vai virar um pombal ou um varal de roupas esticadas no centro da nossa cidade, ali vai ser moradias de seres humanos dignos”, comentou.

PROJETO

Desativado em 2002, o Hotel Campo Grande será o primeiro exemplo de retrofit do Centro de Campo Grande. No mês passado, o Correio do Estado revelou que as vistorias no edifício já haviam sido realizadas. O objetivo será transformar os 260 aposentos em unidades habitacionais, com área inferior a 40 metros quadrados.

Também será necessária uma definição quanto à modalidade de financiamento das moradias. Elas poderiam ser enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida, ou inaugurarem um novo programa de habitação popular do governo federal, que estimulará a locação de imóveis a famílias de baixa renda.

O projeto de retrofit (revitalização da estrutura interna e funcional de um edifício) é bom lembrar, não será financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que banca o programa Reviva Campo Grande.

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