‘Trabalhador é quem vai pagar o pato da reforma da Previdência’, dispara deputado

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Proposta foi entregue, nesta quarta-feira (20), no Congresso Nacional

Rodson Willyams

O presidente Jair Bolsonaro entregou, na manhã desta quarta-feira (20), no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que trata da reforma da previdência. A proposta já tinha sido anunciada antecipadamente e repercutiu em Mato Grosso do Sul.

Para o deputado Pedro Kemp (PT), mudanças na previdência só prejudicarão os trabalhadores. “O nosso partido tem um posicionamento contrário quanto a este assunto”, dispara. “Antes de discutir isso é preciso discutir alguns privilégios de quem se aposenta com R$ 25 a R$ 30 mil. É preciso haver uma equiparidade nos salários”, comenta.

Kemp ainda questiona a justificativa utilizada pelo Governo Federal, de que é preciso fazer a reforma para conter o rombo na previdência. “Primeiro: quanto ao rombo na previdência, teve uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso e lá foi constatado que não é bem isso que se fala”.

Segundo ele, o rombo está ligado a grandes empresas que não pagam a previdência. “Quanto aos débitos, grandes empresas são as maiores devedoras e não recolhem a contribuição para os servidores. Basta procurar na internet que você encontra as que não recolhem, como a JBS, Friboi, Caixa Econômica Federal, Bancos e outras empresas”.

Para Pedro Kemp, a proposta que visa aumentar a idade mínima para a aposentadoria atinge apenas o trabalhador. “2/3 dos que estão na mira recebem apenas um salário mínimo. Ou seja, não são os trabalhadores que estão quebrando a previdência. E, neste caso, é o trabalhador que vai pagar o pato. Antes de tudo é preciso cobrar de quem não recolhe”.

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