Reinaldo alfineta Juizão: “Não conseguiu cuidar do cofre da sala da Justiça vai conseguir cuidar do quê?

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AUTOR: NÉLIO BRANDÃO

O “sumiço” de R$ 11 milhões apreendidos de traficantes e demais investigados pela Justiça do cofre existente na 3ª Vara Federal Criminal de Campo Grande, que, na época, era comandada pelo então juiz federal Odilon de Oliveira, candidato a governador pelo PDT, ainda vai dar muito pano para a manga. O governador e candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou a levantar a questão em entrevista ao jornal Correio do Estado, colocando em dúvida a capacidade administrativa do adversário político.

“Se não deu conta de cuidar do cofre que ficava em sua sala”, disse Reinaldo Azambuja, que também questiona como são feitas as investigações pela Polícia Federal envolvendo políticos do Estado e coloca em dúvida a possibilidade de Odilon governar Mato Grosso do Sul. “Tem dois pesos e duas medidas, o Jedeão delatou o primo, que tinha um cofre na sala e que sumiu R$ 11 milhões do cofre. Como que somem R$ 11 milhões de um cofre? Se não deu conta de cuidar de um cofre da sala dele, vai dar conta de cuidar do quê? Esse cofre ficava na sala dele e o dinheiro saiu lá de dentro”, destacou.

Ele ainda fala da delação de Jedeão de Oliveira, primo de Odilon e investigado pelo desvio de quase R$ 11 milhões do cofre que ficava na sala do então juiz. O governador questionou como foram feitos os cumprimentos de mandados da Operação Vostok. As investigações tiveram início neste ano e como ponto de partida delação de empresários do Grupo JBS. A ação envolveu 220 policiais federais, que cumpriram 220 mandados de busca e apreensão, no dia 13 deste mês, e 14 de prisão temporária em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes da Laguna e na cidade de Trairão (PA).

Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Por que a Polícia Federal teve uma tratativa de um jeito com o André, de outro jeito com o Reinaldo e com o juiz, que é ligado ao Judiciário, é outro jeito? Ele é diferente de nós? Não, ele está no meio político. Esse é o ponto de interrogação que a gente questiona. Ele também foi denunciado e pelo primo, que morou com ele”, relatou Azambuja, destacando o caso do ex-governador André Puccinelli, que foi preso no dia 20 de julho, com o filho, André Puccinelli Junior, e o advogado, João Paulo Calves, e permanece na prisão até hoje.

Azambuja defende que as investigações devem ser feita e todos têm direito à defesa. Ele justifica que não está condenando o juiz federal aposentado e seu concorrente na eleição para o Executivo estadual. “Não condeno ninguém precocemente, todo mundo tem direito à defesa, ao contraditório. Agora, ele não pode querer condenar o governador pela palavra de um delator mentiroso. Eu vou fazer minha defesa. Eu espero que ele faça a dele e prove que ele é inocente. Eu vou provar que sou inocente”, finalizou.

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