Reforma agrária será mantida, diz novo presidente do Incra

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Douglas Rodrigues

O novo presidente do  Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o general da reserva Jesus Corrêa, 64 anos, afirmou ao Poder360 que a reforma agrária será mantida durante sua gestão. “Isso aí não vai ser paralisado não”. 

Corrêa afirmou que adotará “medidas corretivas” no órgão. Disse que seguirá as diretrizes estabelecidas pelo presidente Jair Bolsonaro, de ações por critérios técnicos, e não político-partidários.

“A gente buscará otimizar todos os processos que existem dentro do Incra e valorizar o seu pessoal. E fazer o melhor possível dentro do que é esperado”, afirmou Jesus Corrêa, nomeado para o órgão na última 6ª feira.

No entanto, há 1 receio do setor quanto à velocidade da desapropriação de terras.

Segundo dados do próprio Incra, a reforma agrária perdeu força nos últimos anos, principalmente após o 2º governo Lula (2007-2011). Foram 136 mil famílias assentadas em 2006. Em 2017, último ano do governo de Michel Temer, 1.205.

© Fornecido por Poder360 Jornalismo e Comunicação S/S LTDA.

O que é o Incra

O Incra foi criado em 1970, durante a ditadura militar (1964-1985). Em quase meio século de existência, conseguiu assentar 1,35 milhão de famílias em 7.058 imóveis que ocupam 30,1 milhões de hectares.

As terras desapropriadas são aquelas que pertenciam a 1 único proprietário e que não eram produtivas.

Os trabalhadores rurais que recebem o lote comprometem-se a morar numa parcela dele e a explorá-lo para seu sustento, utilizando exclusivamente a mão de obra familiar.

Além da reforma agrária, o órgão é responsável por manter o cadastro nacional de imóveis rurais e administrar as terras públicas da União. Segundo dados do Siga Brasil, o orçamento para a entidade em 2019 é de R$ 3,9 bilhões.

Atualmente, o Incra é subordinado ao Ministério da Agricultura, comandado pela deputada ruralista Tereza Cristina (DEM-MS). No governo de Michel Temer, era incorporado à Casa Civil.

O Incra e o MST

O presidente Jair Bolsonaro publicou em seu perfil no Twitter em janeiro de 2018 que as ações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) devem ser classificadas como terrorismo.

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