Queiroz admite “rachadinhas” e tenta inocentar Flávio Bolsonaro, diz TV

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Poder360

O policial militar aposentado Fabrício Queiroz admitiu, por escrito, a existência de 1 esquema de “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na época em que o filho do presidente era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Afirmou, no entanto, que Flávio não estava envolvido. As informações são da CNN Brasil.

A declaração de Queiroz consta de petição que foi anexada ao processo que tramita no Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O órgão investiga se funcionários comissionados repassavam a Queiroz, então assessor de Flávio, parte dos salários que recebiam.

De acordo com a declaração de Queiroz, “tal acordo [rachadinha] teria sido realizado sem consulta ou anuência do então deputado estadual nem de seu Chefe de Gabinete, valendo-se da confiança e da autonomia que [Queiroz] possuía”.

Os promotores, no entanto, dizem que a justificativa do ex-assessor foi considerada fantasiosa. Eles analisaram a evolução patrimonial de Flávio e de sua mulher, Fernanda Antunes Bolsonaro, ao longo de 10 anos. Além disso, a quebra do sigilo bancário de Queiroz mostrou movimentação de mais de R$ 2 milhões, valor considerado incompatível com o de 1 policial reformado.

O senador foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato, que é o uso de dinheiro público para fins pessoais. A denúncia foi encaminhada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) ao TJ-RJ em 19 de outubro.

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro disse que a denúncia já era esperada e que a acusação “se mostra inviável”.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro está impedida de comentar informações que estão em segredo de Justiça. No entanto, pode afirmar que o parlamentar não cometeu qualquer irregularidade e que ele desconhece supostas operações financeiras entre ex-servidores da Alerj.”

Segundo o MP, não é “crível que o referido assessor houvesse arrecadado milhões de reais em repasses de assessores da Alerj, ao longo de mais de dez anos, sem que seus superiores tivessem conhecimento do fato e nem auferido qualquer vantagem do ilícito praticado”.

O MP destacou uma conversa entre Queiroz e Danielle Mendonça da Costa, apontada como uma das funcionárias fantasmas do gabinete de Flávio. A troca de mensagens foi encontrada no celular do ex-assessor, apreendido pela Justiça.

Queiroz escreveu: “Boa noite amiga. Estou de férias e não paguei seu contracheque. Você pode me informar o valor que foi depositado esse mês para eu prestar a conta”. De acordo com o MP, a mensagem é indício de que Queiroz não agia sozinho.

Os promotores rastrearam pelo menos 12 funcionários fantasmas. Entre eles, Luiza Sousa Paes, que admitiu fazer parte do esquema. Ela contou que repassou cerca de R$ 160 mil a Queiroz. O valor foi transferido por depósitos bancários e por meio da entrega de dinheiro em espécie. A quantia representa aproximadamente 90% do salário de Luiza.

Ela contou que foi procurada por pessoas que participavam do esquema e orientada a ficar em silêncio.

A defesa de Queiroz disse, em nota, que “reafirma a inocência de Fabrício Queiroz e informa que pretende fazer a impugnação das provas acusatórias e produção de contraprovas que demonstrarão a improcedência das acusações”.

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