Polaco nega ameaças e diz que foi para o Pará por proposta de trabalho

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Ele foi preso na Vestok, operação que investiga troca de propina por incentivos fiscais

 

Celso Bejarano e Kerolyn Araújo

O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, defensor de José Ricardo Guitti Guimaro, o “Polaco”, investigado no âmbito da Vestok, operação da Polícia Federal deflagrada semana passada, em Campo Grande, afirmou nesta segunda-feira (24) que seu cliente, solto no fim de semana, mudou-se de Aquidauana, onde morava, para o estado do Pará, por ter recebido “boa proposta” de trabalho.

A versão difere de outros comentários que teriam sido saídos da boca do próprio Polaco, a de que ele teria fugido do Estado por ter sido ameaçado de morte.

A operação Vestok investiga suposto esquema de cobrança de propina em troca de incentivos fiscais.
Negociantes de gado, corretores ou grandes pecuaristas, teriam inventado em notas fiscais que vendiam animais, mas o documento servia apenas para esquentar a legalidade de quantias em dinheiro que, de fato, eram pagamentos de propina.

O advogado disse ainda que, em documento assinado, Polaco afirma não ter vontade alguma de colaborar com a investigação por meio de delação premiada.

A Vestok foi deflagrada no último dia 12 e cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão.

Polaco foi o único que não foi preso no dia da operação. Ele se apresentou na sede da PF, em Brasília, no dia 17. Os pedidos de prisão eram temporários e todos os implicados no caso já foram soltos.

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