Pela primeira vez desde 1991, Assembleia de MS não terá mulheres

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Após 27 anos, Casa de Leis será formada exclusivamente por homens; são 24 cadeiras

Mayara Bueno

Se por um lado Mato Grosso do Sul terá, pela primeira vez, duas mulheres senadoras, a bancada da Assembleia Legislativa não terá sequer uma mulher em 2018, o que não ocorria há 27 anos. As 24 cadeiras da Casa de Leis estadual serão ocupadas por 24 homens.

Por enquanto, a Assembleia Legislativa tem, até o fim do ano, Mara Caseiro (PSDB), Grazielle Machado (PSD) e Antonieta Amorim (MDB).

As duas últimas não tentaram a reeleição este ano, enquanto Mara tentou se reeleger, não conseguiu votos suficientes, mas ficou como suplente de deputado – ou seja, só assume em caso de impedimento do titular da vaga da coligação encabeçada por seu partido.

08/10/2018 08:19

Pela primeira vez desde 1991, Assembleia de MS não terá mulheres

Após 27 anos, Casa de Leis será formada exclusivamente por homens; são 24 cadeiras

Mayara Bueno
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Antonieta Amorim, do MDB, em discurso na Assembleia. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).Antonieta Amorim, do MDB, em discurso na Assembleia. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).
Mara Caseiro, do PSDB, na cadeira ocupada na Assembleia. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).Mara Caseiro, do PSDB, na cadeira ocupada na Assembleia. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).

Se por um lado Mato Grosso do Sul terá, pela primeira vez, duas mulheres senadoras, a bancada da Assembleia Legislativa não terá sequer uma mulher em 2018, o que não ocorria há 27 anos. As 24 cadeiras da Casa de Leis estadual serão ocupadas por 24 homens.

Por enquanto, a Assembleia Legislativa tem, até o fim do ano, Mara Caseiro (PSDB), Grazielle Machado (PSD) e Antonieta Amorim (MDB).

As duas últimas não tentaram a reeleição este ano, enquanto Mara tentou se reeleger, não conseguiu votos suficientes, mas ficou como suplente de deputado – ou seja, só assume em caso de impedimento do titular da vaga da coligação encabeçada por seu partido.

Nenhuma das 103 mulheres que se candidatou conseguiu ser eleita, em um Estado onde a maioria é também feminina. Em MS, são 978.830 mulheres votantes, o que representa 52,121% dos 1,8 milhão do eleitorado do Estado, de acordo com dados do TRE.
Grazielle Machado, do PSD, em fala na sessão da Assembleia. (Giuliano Lopes/ALMS)Grazielle Machado, do PSD, em fala na sessão da Assembleia. (Giuliano Lopes/ALMS)

Portanto, a partir de 2019, quando começa os mandatos das pessoas eleitas ontem, o Legislativo estadual não terá nenhuma mulher entre os 24 deputados estaduais.

O Estado só não elegeu mulheres em apenas duas legislaturas – como são chamadas os períodos dos mandatos de cada assembleia eleita – desde a divisão e criação do Estado. Isso aconteceu em 1979 e em 1991. Com exceção disso, em todas as eleições houve entre uma e duas mulheres.

No Senado, além da senadora Simone Tebet (MDB), foi eleita Soraya Thronicke (PSL) com 370.666 votos. O outro político eleito senador foi o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PTB) com 420.102 votos.

São três senadores por Estado e, a partir de 2019, serão duas mulheres e um homem. Até então ero contrário: Waldemir Moka (MDB), que não foi reeleito, Pedro Chaves (PSC), que não disputou e Simone, que segue com seu mandato.

Na Câmara Federal, onde são oito deputados federais, duas são mulheres. Rose Modesto (PSDB) foi a mais votada com 120.901, e Tereza Cristina (DEM) conseguiu se reeleger com 75.068. Até então, ela era a única representante na bancada federal do Estado.

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