‘Não haverá feriado de carnaval em Campo Grande neste ano’, afirma Trad

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Segundo o prefeito da Capital, se não haverá festa, não existe a necessidade do feriado prolongado

Flávio Veras

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), afirmou nesta quarta-feira (3) que não haverá feriado de carnaval em 2021 no município. Segundo O chefe do Executivo da Capital, se não terá a festa, devido às restrições de combate ao novo coronavírus (Covid-19), não terá motivo para se ter o feriado.

A frase foi dita logo no início da tarde, na inauguração do ponto de vacinação contra a Covid-19, em sistema drive-thru, no Parque Ayrton Senna. Trad anunciou, de forma categórica, que todas as atividades econômicas, bem como a prefeitura, irão funcionar entre os próximos dias 15, 16 e 17 de fevereiro.

“Não haverá carnaval nesses três dias, ou seja todos trabalhando, pois não existe a possibilidade da festa, qual a razão da existência do feriado prolongado”, questionou.

Posição contrária

Já o governo Reinaldo Azambuja (PSDB) se mostrou contrário a suspensão do “feriadão” e afirmou que essa determinação penaliza o servidor.

A proposta de suspensão foi apresentada na semana passada, pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e que ocupava o cargo de governador em exercício, Paulo Corrêa (PSDB), para frear o contágio do vírus da Covid-19.

Porém, na abertura do ano Legislativo da Alems, que ocorreu ontem (2), Azambuja expressou que “muitas vezes penalizar o cancelamento do ponto facultativo para aquele servidor que tem um planejamento, talvez não teria um resultado prático na diminuição do número de pessoas contaminadas”, analisou.

O governador defende que o mais importante é que a população não se aglomere no feriado prolongado. “Devemos ter nesse período de Carnaval todo cuidado para evitar aglomerações, e daí depende dos decretos ao nível estadual e municipal”, projetou.

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Contudo, o governador explicou que nada está decidido e que vai se reunir com o Comitê de Operações Emergenciais para decidir sobre o cancelamento do ponto facultativo.

“Vou ouvir os argumentos deles, mas eu também tenho meu posicionamento, que é o que vou discutir com eles. O que efetivamente isso resolve as aglomerações? Então é isso que nós vamos discutir”, declarou.

Em todo o Estado são 40 mil funcionários públicos ativos, Azambuja aponta que é um pequeno quantitativo em comparação com o número da população, de 2,5 milhões de habitantes.

“Estamos fazendo uma análise, ainda não temos uma decisão tomada. Vamos tomar em conjunto, ouvindo a ciência, e o mais importante para nós do governo: ampliar rapidamente o número de pessoas vacinadas no Mato Grosso do Sul”, afirmou.

O secretário de Estado de saúde, Geraldo Resende se mostrou favorável na semana passada a suspensão do feriado. Nesta manhã, ele disse ao Correio do Estado que cancelar, ou não o ponto facultativo é decisão de autoridades do governo, mas orienta que pessoas não viajem para os casos de infecção não aumentarem.

 

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