Governo planeja dividir Caravana da Saúde por especialidades

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Secretário de Saúde de MS, Geraldo Resende, aponta que objetivo é atender o maior número de pessoas na fila de espera

BRUNA AQUINO E TAINÁ JARA

Durante solenidade de entrega de três ambulâncias para Campo Grande na manhã desta terça-feira (30), o secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende disse que novas propostas para um novo formato da Caravana da Saúde estão sendo estudadas e o novo programa será dividido em especialidades médicas. Mesmo com a proposta e até algumas especialidades já discutidas, o secretário de saúde não garante prazos e afirma que um cronograma ainda será elaborado para colocar a ideia em prática.

De acordo com Resende, o objetivo é a descentralização para que várias cirurgias de uma mesma especialidade aconteça simultaneamente em vários municípios para “desafogar” a fila de espera. “Vamos ter um novo foco, nós queremos que a caravana seja a incultura do processo da regionalização. Vamos verificar de fato, quais são as necessidades da nossa gente e fazer pontualmente essas caravanas para resolver essas debilidades”, disse.

O secretário explicou que o processo será feito conforme a debilidade de cada área. “O que mais precisa hoje é na área de ortopedia, então será feita uma Caravana da Saúde da ortopedia”. Outras áreas serão formatadas de acordo com o levantamento feito pelo Secretária de Saúde sobre doenças que estão com maior índice no Estado.

Exemplos de caravana que poderão ser implantadas, é a de Saúde da Mulher, com diversos exames para o público feminino, a caravana para ostomia (procedimento cirúrgico que consiste na abertura de um órgão oco como, por exemplo, algum trecho do tubo digestivo), obesidade mórbida como a cirurgia bariátrica e como mencionado acima, a caravana de ortopedia.

Resende apontou que a primeira já formatada é a caravana de ostomia. “Nós já temos uma caravana formatada, da cirurgia dos ostomizados, vamos aproveitar esse momento, o próprio presidente da república foi submetido uma reanastomose por conta do atentado, nós temos centenas de pacientes ostomizados em Mato Grosso do Sul, ou seja por trauma, lesões, ou por doenças como o câncer, e outras, que fizeram com que eles usem colostomia. Nós estamos fazendo o levantamento e quero apresentar um processo para que a gente faça a reanastomose desses pacientes em parceria com a APAE Campo Grande que terá laboratório específico”, disse o secretário.

No entanto o novo formato ainda está em fase de aprimoramento. Conforme Resende, será feito um cronograma, mas não há tempo hábil ainda para resolver os pontos de cada caravana. “Minha equipe está estudando, é que há uma infinidade de processos que a gente não está tendo tempo para discutir, para avançar, a escassez de tempo é tamanha, nós estamos envolvidos no processo de reestruturação da secretaria de saúde. As caravanas vão vir no novo formato com o tempo, mas seu objetivo vai ser de ‘indutoras’ no processo de regionalização”, finalizou.

NO ANO PASSADO

Em 2018, a Caravana da Saúde atendeu em média 240 mil pessoas em diversas especialidades em Mato Grosso do Sul. Conforme a Secretária de Estado de Saúde, desde 2015, foram realizados mais de 500 mil atendimentos em todas as edições. O programa ocorreu em Coxim, Ponta Porã, Três Lagoas, Paranaíba, Nova Andradina, Corumbá, Naviraí, Jardim, Aquidauana, Dourados e Campo Grande.

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