Governo Federal atrasa pagamento de servidores de Mato Grosso do Sul

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Na última terça-feira, presidente Bolsonaro afirmou que país está “quebrado”

Gabrielle Tavares

Professores e demais servidores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) estão com a folha salarial atrasada. Os profissionais recebem o salário no segundo dia útil do mês, mas até esta quarta-feira (6), ainda não haviam recebido.

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (Progep) alegou que o atraso se deu por problemas na Caixa Econômica. A previsão era de que a situação fosse normalizada até a terça-feira (5) no entanto, a Associação dos Docentes da UFMS (Adufms) alegou que hoje ainda há servidores que não receberam.

O presidente da Associação, professor Marco Aurélio Stefanes, a resposta da Progep aos professores é “insuficiente e incompleta”.

“Sabemos que a política do governo é tensionar ao máximo o servidor. Assim eles propõem mudar algo que nos prejudique, como por exemplo a data de pagamento dos salários. Mas, não vamos aceitar malfeitos, mau gerenciamento das verbas públicas e desrespeito com os servidores”, disse.

“Se for necessário, temos base legal para acionar o Minisério Público Federal”, continuou Stefanes.

De acordo com o presidente da instituição, a prática do pagamento sair no primeiro dia útil existe há décadas e o atraso demonstra falta de organização e compromisso do Governo com os servidores.

“Os professores se organizam financeiramente e contam com isto. Quando isto é quebrado de forma inesperada e sem explicação, os compromissos financeiros ficam em atraso e geram multas e despesas adicionais. Além de mostrar incompetência administrativa e gerencial do Governo Federal”, concluiu.

Na terça-feira o presidente Jair Bolsonaro alegou, em conversa com apoiadores, que o país estava “quebrado”.

“O Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia”, disse.

Após as declarações, uma reunião ministerial que não estava marcada na agenda pública esta acontecendo nesta manhã no Palácio do Planalto.

O encontro conta com a presença do ministro da economia, Paulo Guedes, que estava com as férias marcadas até para o dia 8 de janeiro, mas as interrompeu para participar da reunião, como divulgou o Ministério da Economia.

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