Gabinete do Ódio agora ameaça Tereza Cristina, bastião de MS na União

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Mandetta saiu após troca crise pública; seria a vez de outra sul-mato-grossense?

Vinícius Squinelo

Até o momento considerada um dos bastiões do governo Jair Bolsonaro, a ministra Tereza Cristina entrou na pauta de ataque do já conhecido ‘gabinete do ódio’. A responsável pela agricultura brasileira começou a ser atacada pela milícia digital. O motivo? Supostamente estar beneficiando a China em detrimento dos Estados Unidos.

Na matemática das finanças mundiais, a conta brasileira é simples: a China é a maior compradora de alimentos, liderando também as importações do Brasil. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre deste ano – dado mais recente – o gigante asiático gastou 6,5 bilhões de dólares com alimentos brasileiros. Os Estados Unidos, 676 milhões de dólares.

Foi a ministra de Mato Grosso do Sul que conseguiu contornar, ano passado, a crise com outro gigantes das compras: o Irã, quarto maior comprador brasileiro, após polêmica com o presidente. Agora, vê a China ser atacada pelos filhos de Jair, e até pelo ministro da Educação Abraham Weintraub por motivos ideológicos.

Conforme o jornalista Mauro Zafalon, especialista em política e commodities, a ministra prefere não entrar na briga. Mas, mesmo assim, está sendo colocada nela. A ‘neutralidade’ de Tereza é vista pelo gabinete do ódio liderado pelo Zero 2 Carlos Bolsonaro como ‘sinal’ do apoio dela à China.

Assim, a semana vai se encerrando com um novo alvo para a artilharia das milícias sociais: Tereza Cristina. Por enquanto, ela segura as pontas e não entra no radar público do presidente. Por enquanto.

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