Empossado, novo prefeito de Ladário fala sobre corte de pessoal e pede conversa com governador

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Além do prefeito, sete suplentes foram empossados para assumir a vacância dos cargos

Rodson Willyams

Horas após o Gaeco ter deflagrado operação que resultou na prisão do prefeito Carlos Anibual Ruso (PSDB), do secretário de Educação, Helder Botelho e de mais sete vereadores, no município de Ladário, o vice-prefeito pastor Iranil de Lima Soares (PSDB) foi empossado e assumiu a administração da cidade em sessão ordinária na Câmara Municipal junto com os vereadores suplentes.

Durante entrevista ao jornal Diário Corumbaense, Iranil afirmou que, ao assumir a administração, vai agir com cautela, inclusive com a possibilidade do prefeito afastado voltar ao cargo. “É um momento de cautela realmente, mas nós precisamos escolher a equipe, principalmente do primeiro escalão porque o município não pode parar e têm pessoas que estão dispostas a nos ajudar a atravessar esse momento. Vou dar prioridade para alguns servidores de carreira e a primeira medida é  saber como a administração se encontra”.

Iranil ainda disse, em entrevista, que Ruso o descartou logo que assumiu o município. “Assim que foi eleito, ele (Ruso) disse que não precisava de mim, que ia administrar sozinho e que os compromissos que ele havia assumido, não iria cumprir com ninguém que o apoiou”, contou.

Questionado se Ruso teria oferecido aos vereadores presos livres indicações para cargos na Secretaria Municipal de Educação, Iranil disse que não recebeu nenhum informação quanto ao assunto, mas que deve pedir um levantamento.

“Eu já pedi um levantamento do quadro de diretores de escolas, mas temos que encerrar o ano letivo. Tudo isso vai ser analisado para ver até que ponto cabe uma ação já de imediato, tendo em vista que todos eles são funcionários de carreira também e nenhum foi denunciado até o momento”, explicou.

Prefeituro de Ladário durante posse na noite de ontem (26). Foto: Reprodução / AndersonGallo / Diário Corumbaense.

Demissões à vista            

Sobre a folha de pagamento que compromete 60% da receita do Município, o prefeito empossado disse que demissões vão ocorrer. “Também já solicitei que se faça o levantamento de todos os funcionários comissionados para que possamos analisar, mas a maioria deve ser dispensada para que nós possamos reduzir a folha de pagamento”, adiantou.

Audiência com governador

Iranil Soares ainda afirmou que já pediu audiência com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para discutir projetos para a cidade. “Não há como governar sem a conversa com o Legislativo e a população. Mas sempre deixando bem claro os limites de cada um, sem barganhar cargos em troca de apoio político. Temos sim que construir um projeto juntos em prol da comunidade”.

Apoio parlamentar

Afirmou ainda que a sua administração contará com o apoio da Câmara Municipal e da população para retomar o trabalho na Prefeitura.

O presidente da Casa de Leis, Fábio Peixoto (PTB) declarou ontem (26), a vacância do cargo de prefeito após ser notificado pelo Tribunal de Justiça do Estado, que além da prisão preventiva, determinou a suspensão do exercício de mandatos eletivos e de cargo público do prefeito e demais acusados.

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