Em quatro anos na Presidência da Casa, Junior Mochi diz que trabalhou pela credibilidade do Poder Legislativo

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Jota Menon e Myllena de Luca

“Você tem que ter foco, definir quais são os seus objetivos como fizemos desde o início. Tem a gestão interna e externa da Casa, ou seja, do ponto de vista interno quais são as ações que temos que desenvolver. O foco principal era fortalecer a credibilidade do Poder Legislativo diante da sociedade. Para isso era preciso tomar medidas, e elas foram tomadas” afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júnior Mochi (MDB) durante entrevista na manhã desta terça-feira, 6, na Rádio Diamante FM, no Programa “Bronca do Eli”, com o jornalista Eli Sousa.

Cumprindo o segundo mandato à frente da Mesa Diretora do Poder Legislativo, Júnior Mochi tem mandato até 31 de janeiro do próximo ano. No dia 1º de fevereiro são empossados os deputados estaduais eleitos em 7 de outubro e nesta data eles elegem os integrantes da nova Mesa Diretora da Casa.

Ao ser questionado sobre mudanças efetuadas no Poder desde sua eleição para o cargo de presidente em 2015, Júnior Mochi afirmou que houve trabalho para isso. “Se nós queremos mudanças e eficiência temos que começar primeiro por nós parlamentares. Essa foi a primeira a nossa atitude”, relata o presidente.

Ele cita que outra ação que ele determinou como presidente da Casa foi a elaboração do Projeto de Aposentadoria Incentivado. “Nós identificamos um número expressivo de seguidores que já tinha o tempo e o direito de se aposentar. Porém, esses servidores não se aposentavam porque iriam perder os auxílios que somam aproximadamente 11% em seus salários” explicou.

Para equacionar a demanda, Júnior Mochi relata que foi criado um programa que gerava um benefício, uma indenização, chegando a oito remunerações para o funcionário, que se aposentasse. “Isso significou uma economia muito grande para os cofres da Assembleia Legislativa”, conta.

Durante o longo bate-papo com a equipe do programa “Bronca do Eli”, Júnior Mochi abordou outras ações que considerou importantes para o aperfeiçoamento do Legislativo sul-mato-grossense “Precisávamos ter investimentos. Mas para isso se efetivar era preciso economizar de um lado para investir de outro, como a própria adequação do prédio” relata.

Segundo ele, “foram várias as ações de gestão interna que proporcionaram com certeza melhoria na qualidade. Além da gestão interna, tem a externa que é estabelecer uma relação tanto com os demais poderes para que tivesse uma ação conjunta para melhorar a vida das pessoas em Mato Grosso do Sul”, comenta.

Outra ação interna de relevância, conforme o presidente da Assembleia Legislativa foi a realização do primeiro concurso público para preenchimento de cargos na história da Casa. “Foi um fato importante porque Mato Grosso do Sul tem pouco mais 40 anos de existência e a Assembleia Legislativa completará 40 anos de instalação no dia 1º de janeiro do ano que vem e nunca havia sido feito um concurso público para a nomeação de pessoal” diz.

Sob o comando de Júnior Mochi e com apoio e acompanhamento dos demais poderes foi realizado o primeiro concurso de provas e títulos e, depois de quatro décadas, cargos efetivos foram ocupados por pessoal habilitado através de concurso de provas e títulos. “Foi um marco relevante para a história da Assembleia e temos convicção de que será um ponto que marcará a nossa passagem pela Presidência do Legislativo nesses quatro anos” concluiu.

O deputado estadual Júnior Mochi também foi questionado sobre a CPI da JBS e demais investigações conduzidas pela Casa. “A CPI que causou mais impacto nesse período foi a dos Incentivos Fiscais que envolveram o caso relacionado à JBS. Foi uma CPI que teve um êxito muito grande para o Estado e para a sociedade, porque conseguimos através da CPI resgatar os recursos que foram desviados e os devolvemos aos cofres públicos”, afirma.

Quanto à campanha eleitoral de 2018, o deputado estadual Junior Mochi afirma que o MDB atuou de forma limpa e coerente durante todo o processo. “Não fiz e não faria ofensas a ninguém em nenhum momento. Fui para a campanha com o objetivo de defender minhas ideias, com clareza em todas as áreas. Apontando as propostas para melhorar as políticas públicas em favor do sul-mato-grossense” diz o parlamentar que não se arrepende de ter sacrificado o mandato para substituir André Puccinelli na corrida pelo Governo Estadual.

“O MDB precisava de um nome para levar suas ideias e ideais e nosso nome foi lembrado o que nos honrou. Fizemos uma campanha limpa. Ajudamos a reeleger três dos nossos colegas deputados estaduais – Renato Câmara, Eduardo Rocha e Márcio Fernandes e, com certeza, deixamos bem clara a posição do MDB no contexto político estadual” finalizou o presidente.

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