Em liberdade, Polaco diz a advogado que “vai pensar” sobre acordo de delação

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Polaco foi solto na última sexta-feira, em Brasília, e retornou ao Pará

LUANA RODRIGUES

Solto desde a última sexta-feira (21), José Ricardo Gutti Gumari, o Polaco, ainda não decidiu se fará ou não uma delação premiada. O advogado dele, José Roberto Rodrigues Rosa,  concedeu entrevista coletiva sobre o caso na tarde de hoje, em Campo Grande, e negou  que o cliente tenha recebido ameaças para desistir do acordo de colaboração.

Conforme o advogado, Polaco disse em depoimento que, no começo deste ano, procurou as autoridades para tentar acordo de delação. No entanto, “houve inércia do poder público e ele resolveu se retirar do Estado e não tinha mais interesse em acordos”, afirmou.

Ainda segundo Rosa, apesar de cogitar delação, Polaco nega que tenha recebido ameaças ou que tenha sido operador em esquema envolvendo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “Ele disse que nunca recebeu ameaças, nem fez nada em nome do governador ou do filho dele. Apenas se mudou para outro Estado porque recebeu uma proposta de emprego melhor, inclusive continuará morando lá”, contou Rosa, se referindo ao Pará.

Polaco se apresentou na tarde de segunda-feira (17),  na Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Ele cumpriu a prisão temporária e foi liberao na sexta-feira (21), às 10h. De lá, ele teria seguido para o Pará, onde mora atualmente.

RELEMBRE

Conforme investigações da Polícia Federal e o Ministério Público Estadual, Polaco estaria envolvido em esquema de pagamento de propina, quando passou a chantagear envolvidos na situação, com ameaça de que faria uma delação premiada junto a Justiça.

Devido a isso, o aposentado Luiz Carlos Vareiro, 61 anos, teria sido contratado para executar plano de matar Polaco.

Ocorre que Vareio acabou preso por causa de roubo de veículo na BR-262 , momento em que denunciou o suposto plano para matar Polaco ao promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gaeco).

Na época, Vareio confessou que roubou “propina” de R$ 270 mil paga por integrantes da administração estadual a Polaco, e afirmou ainda que Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja, teria lhe procurado para encomendar o roubo da propina, além da morte do corretor.

Em depoimento prestado a PF ontem, Polaco negou todas essas afirmações. Ele apenas confessou que recebia propina, mas negou qualquer envolvimento do governador Reinaldo Azambuja e do filho dele, Rodrigo Souza e Silva.

 

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