Eleições municipais serão vitrine para presidenciáveis

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Candidatos no próximo ano devem atrair votos e apresentar concorrentes à Presidência

EDUARDO PENEDO

As eleições municipais ainda nem começaram, mas os dirigentes políticos já estão pensando no pleito de 2022, em que será escolhido o sucessor de Jair Bolsonaro (PSL).

Para isso, os partidos de Campo Grande devem usar candidatos “fantoches”, aqueles que não devem se sair bem na urnas a ponto de irem para um possível segundo turno ou mesmo vencerem as eleições, mas podem divulgar os nomes dos seus presidenciáveis, como ocorreu com o Coronel Davi (PSL) nas eleições de 2016, quando ele apareceu em horário eleitoral ao lado de Bolsonaro – na época, apenas um deputado federal polêmico.

Esse é o caso do PDT, que tem como “a joia do partido” para disputar a Prefeitura de Campo Grande o deputado federal Dagoberto Nogueira. O político já é velho conhecido nas eleições municipais, mas não teve sucesso, a não ser para cargos no Legislativo.

Outro partido que deve apostar em candidatos “fantoches” é o Novo, que vai disputar as eleições municipais em Campo Grande e Dourados pela primeira vez. O partido ainda está em processo de seleção para saber qual vai ser o nome que entrará para a disputa.

No entanto, o intuito real seria divulgar o nome do fundador da sigla João Amoêdo, que já é ventilado como pré-candidato a presidente nas eleições de 2022. Ele, que já concorreu nas eleições do ano passado, é a forte aposta do partido.

Amoêdo surpreendeu e terminou a eleição entre os cinco candidatos mais votados do primeiro turno, atingindo números expressivos e superando figuras tradicionais da política brasileira, como Marina Silva (REDE).

Ciro Gomes foi candidato a presidente no ano passado e conseguiu 12,47% dos votos no primeiro turno do pleito. Gomes reforçou que ele e o PDT têm grandes chances de voltar ao páreo em 2022.

O ex-presidenciável avalia que Bolsonaro e o provável candidato do PT a presidente terão 25% dos votos cada um. Seu desafio seria conquistar os 50% desses votos órfãos. Isso corrobora com a candidatura “fantoche” que seria de Dagoberto Nogueira.

O Partido dos Trabalhadores, que tem o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT, como nome mais forte para ser candidato ao cargo de prefeito de Campo Grande, tem uma certa rejeição do eleitorado campo-grandense, mas mesmo assim sairia para disputar a prefeitura e assim levar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, mesmo preso, ainda é cotado para disputar as eleições de 2022.

A sigla já foi acusada nas eleições de 2018 de usar o ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) como “fantoche” de Lula. Na época, o então candidato a presidente Bolsonaro acusou Haddad de ser o interlocutor de Lula, mesmo o ex-presidente estando preso em Curitiba (PR). O petista fazia reuniões semanalmente com o ex-presidente, fato que fez com que Bolsonaro acusasse Haddad de “fantoche” de Lula.

Outro partido que vai surfar na onda dos presidenciáveis é o do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, que tem como pré-candidato o deputado estadual Renan Contar, o qual vai usar da popularidade de Bolsonaro para divulgar seu líder maior e fazer campanha para tentar pegar a cadeira de Marcos Trad (PSD) da Prefeitura de Campo Grande.

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