Discussão sobre filho de Bolsonaro embaixador coloca senadores de MS frente a frente

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Presidente disse que queria Eduardo no cargo há 40 dias, mas ainda não mandou pedido para o Senado

Celso Bejarano, de Brasília

A bancada de Mato Grosso do Sul está dividida sobre a indicação de Eduardo Bolsonaro, deputado federal do PSL, embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

A senadora Soraya Thronicke, do PSL, pelo apoio ao Bolsonaro pai, deve votar pelo Bolsonaro embaixador.

Já a senadora Simone Tebet, do MDB, disse que é contra. Nelsinho Trad, do PSD, que preside a CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado, colegiado por onde a indicação será avaliada primeiro, não quis revelar a opção.

A CRE tem 19 integrantes. A imprensa nacional noticiou que, na comissão, nove estariam indecisos. Para a proposta seguir para o plenário do Senado, o colegiado precisa aprovar a indicação. Lá, a votação é secreta.

Concordada pela comissão, a indicação do filho do presidente vai direto para o plenário, onde votam também em regime secreto, os 81 senadores. Consulta técnica preparada pelo Senado Federal apontou a indicação de Eduardo como nepotismo.

Provado isso, ainda que aprovado embaixador, o filho do presidente enfrentaria problemas futuros para assumir um dos mais importantes cargos da diplomacia brasileira fora do pais.

Ouvidos pelo TopMídiaNews, em Brasília, alguns senadores acham que o desejo de Bolsonaro não deve ser mandado nestes dias para o Senado por duas razões: restam algumas articulações que garantiriam a embaixada para Eduardo Bolsonaro e a semana na Casa será bem agitada com debates acerca das reformas da Previdência e Tributária.

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