Deputada de MS é cotada para Ministério da Agricultura em governo Bolsonaro

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Tereza Cristina diz que presidenciável pediu nome da bancada ruralista, mas nega ter sido indicada

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) pediu que a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) indique um nome para assumir o Ministério da Agricultura caso seja eleito para o Palácio do Planalto. A informação foi divulgada pela deputada federal sul-mato-grossense Tereza Cristina (DEM), após reunião do grupo que forma a bancada ruralista no Congresso Nacional.

Presidente do bloco parlamentar, Tereza Cristina é apontada por representantes do agronegócio como nome forte a ser indicado ao presidenciável, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. A democrata, no entanto, diz que isso não passa de especulação e não comenta o assunto.

Outro fator abordado é a proximidade de Tereza com Bolsonaro, que inclusive gravou um vídeo em apoio à campanha de reeleição da deputada que acabou saindo vitoriosa das urnas. Em contrapartida, a presidente da FPA passou a pedir votos ao candidato do PSL.

Além disso, segundo o jornal paulista, ela seria a primeira mulher no governo Bolsonaro, característica que, segundo interlocutores, poderia ajudar a aplacar a rejeição feminina ao candidato.

“É o candidato que tem mais proximidade com as demandas do agronegócio. Bolsonaro pediu que a frente indicasse o nome do futuro ministro. Devemos reunir uns dois ou três nomes e apresentar”, afirmou Tereza, na terça-feira (16).

Entre os cotados para indicação estão o líder ruralista Luiz Antonio Nabhan Garcia, apesar de seu nome ter encontrado resistências dentro do próprio PSL. Outro candidato ao posto é o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP), que foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul. Até mesmo o nome do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, chegou a ser ventilado, apesar de a cúpula do agronegócio ver Blairo como uma possibilidade mais remota.

A frente também apoia a ideia do candidato do PSL de incorporar o Ministério do Meio Ambiente à pasta de Agricultura. O grupo, que reúne 261 deputados federais e senadores, declarou apoio a Bolsonaro na reta final do segundo turno.

“Eu acho que a frente tem condições de sugerir alguns nomes para que ele faça as suas escolhas. O que a frente quer é ajudar o próximo presidente a diminuir os impasses, a burocracia, e a deixar que o setor caminhe de maneira mais leve”, defendeu Tereza Cristina em coletiva após reunião da FPA.

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