CAOS NA SAÚDE – Em São Gabriel do Oeste enfermos esperam até cinco hora para atendimento

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Considerado um dos municípios mais pujantes de Mato Grosso do Sul, graças a uma economia calcada na agronegócio e na agroindústria, São Gabriel do Oeste não é lá o melhor lugar do Estado para se morar. Pelo menos se for o caso de uma pessoa que tenha problemas de saúde ou tenha familiares que dependam do setor de saúde pública do município.

Durante a manhã desta terça-feira foram registradas dezenas de reclamações de cidadãos são-gabrielenses revoltados com a péssima qualidade do serviços de saúde pública oferecidos em São Gabriel do Oeste pela administração do prefeito Jeferson Luiz Tomazoni. As reclamações foram feitas durante o programa “Bronca do Eli”, levado ao ar de segunda a sexta-feira, das 08h00 às 09h00 da manhã nas rádios Diamante FM e Segredo FM, mas ouvido por milhares de sul-mato-grossense através da Internet e de aplicativo no aparelho celular.

Os moradores de São Gabriel do Oeste têm muitas reclamações contra a administração municipal quando o tema é a saúde pública. No Hospital Municipal, por exemplo, a prefeitura tem mantido apenas um médico atendendo os pacientes que vão para lá em busca de consultas médicas.

O problema, segundo os moradores, é que quando surge uma emergência esse único tem de atender o paciente trazido pelos Bombeiros, Samu ou Polícia Rodoviária e as pessoas enfermas que já estavam esperando são simplesmente esquecidas. “Outro dia eu fiquei cinco horas esperando para ser atendida pelo médico” relata uma moradora.

EDUCAÇÃO – No decorrer do programa, mães de alunos denunciaram, também, o abandono do setor da educação, relegado a plano secundário desde que Tomazoni ascendeu ao poder. “Se eu não me engano a Prefeitura está sem psicóloga – e faz tempo! – para atender as nossas crianças” denunciou uma mãe em tom de dúvida.

Imediatamente ela foi corroborada por outra mãe de aluna que confirmou a não0 existência de profissional para acompanhamento psicológico dos pequenos são-gabrielenses. “Eu sei que não tem psicóloga porque eu fui atrás para atendimento do meu pequeno isso lá no ano passado e quem me falou que a Secretaria de Educação estava sem psicóloga foi a diretora da escola” denunciou a outra ouvinte.

Outra denúncia séria com referência ao abandono da educação se refere aos uniformes escolares que na época em que a cidade era administrada pelos ex-prefeitos Adão Rolim e Sérgio Marcon eram entregues no início do ano letivo e eram duas camisetas por aluno. “Agora no mandato dele {Jeferson Luiz Tomazoni} caiu para uma camiseta e ainda demorou quase meio ano para entregar” reclamou outra mãe.

Na verdade, no município localizado a 130 km de Campo Grande e que tem um orçamento anual próximo dos R$ 200 milhões, o prefeito só se preocupa com obras que a população possa ver e que possa reverter em votos. Asfalto, por exemplo é a menina dos olhos de Tomazoni. Quando os moradores vão lhe pedir mais investimentos em saúde e educação, ele questiona os eleitores: “Mas você têm asfalto. Querem mais o quê?”.

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