Bolsonaro foi impedido de anular nomeação de Marun em cargo de R$ 27 mil

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Assessoria jurídica do presidente considerou nomeação como ‘ato jurídico perfeito’

Diana Christie

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi impedido de anular a nomeação de Carlos Marun (MDB) como conselheiro da Itaipu. A assessoria jurídica do presidente considerou o decreto como ‘ato jurídico perfeito’, ou seja, que não pode ser desfeito após publicação em diário oficial. É o que diz o jornal O Estadão, na manhã desta quinta-feira (3).

Assim, Marun tem emprego garantido até 2020. Para a função de conselheiro, ele vai receber R$ 27 mil mensais e deverá comparecer a duas reuniões a cada 30 dias, além de atender a convocações extraordinárias. A manutenção do cargo foi anunciada pelo ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil.

A Itaipu, usina que fornece energia para o Brasil e o Paraguai, possui um Conselho de Administração composto por doze conselheiros, seis deles brasileiros e seis paraguaios, e dois representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, um de cada país. A empresa emprega em torno de 3 mil funcionários.

Ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão chegou a pedir a ‘cabeça’ do ex-ministro. Na avaliação do vice, a escolha foi um “prêmio” antiético. “Pode não ser ilegal, mas não foi ética. Todo mundo sabe que o ex-presidente fez isso como prêmio. Depende (a anulação do ato ou não) do presidente”, disse.

Já Marun escreveu uma carta aberta para rebater as críticas. “Tenho acompanhado manifestações eivadas de ódio e inveja, inclusive de sul-mato-grossenses que nada fizeram pelo estado e que agora tentam sabotar esta nossa conquista. Não me abalo com isto”, declarou.

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