Após viver ‘de tudo’ no Morumbi, Tite volta para resgatar prestígio no país

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Fellipe Lucena e Thiago Ferri

Tite estreia com a Seleção Brasileira na Copa América nesta sexta-feira, às 21h30, contra a Bolívia, no Morumbi. Ainda que na maioria das vezes o técnico, com larga história no Corinthians, tenha sido visitante na casa do São Paulo, o estádio conta com episódios marcantes de sua carreira. E nele tentará recuperar o prestígio com a torcida brasileira, abalado desde a Copa do Mundo.

A primeira conquista nacional de Tite foi justamente no Cícero Pompeu de Toledo. O Grêmio, comandado por ele, venceu o Corinthians de Vanderlei Luxemburgo por 3 a 1 e sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 2001, diante de 80 mil pessoas.

Três anos depois, em 2004, Tite iniciou sua primeira passagem pelo Corinthians. A estreia foi logo no Morumbi: empate em 1 a 1 com o São Paulo. Seria em outro Majestoso no estádio, já em 2005, que aquele trabalho acabaria: desta vez derrota por 1 a 0 para o Tricolor.

O maior problema, contudo, veio depois do jogo, quando Kia Joorabchian, dono da MSI e investidor alvinegro na época, revoltou-se no vestiário por Coelho ter batido – e desperdiçado – um pênalti no jogo, em vez de Tevez, principal nome daquela equipe. Tite não gostou da reação, e no dia seguinte acabou demitido.

Sua segunda passagem pelo clube de Parque São Jorge também contou com um episódio marcante na casa são-paulina. Bancado pela diretoria depois da eliminação para o Tolima na pré-Libertadores em 2011, Tite manteve o Corinthians na briga pela ponta do Brasileiro daquele ano durante todo o tempo. Mas ao sair da primeira colocação após derrota para o Santos, já em setembro, a pressão aumentou, assim como o risco de demissão. E vinha na sequência mais um Majestoso no Morumbi.

O empate em 0 a 0 manteve o Tricolor na primeira posição, mas acalmou o ambiente para Tite, que fez o Timão arrancar nas rodadas finais e conquistar seu primeiro nacional pelo clube. Ele voltou a ganhar a competição em 2015.

Técnico da Seleção Brasileira desde 2016, o gaúcho rapidamente tornou-se unanimidade no país, a ponto de ter seu nome citado em pesquisas eleitorais para presidente do Brasil. Só que a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, quebrou o encanto.

Tite agora volta ao Brasil para buscar um título que a Seleção não conquista desde 2007 e sem seu principal jogador – Neymar, cortado por lesão. Mais do que isso, ele precisa recuperar a confiança do brasileiro, que hoje não morre de amores pelo técnico.

– Não sei (o que mudou de 2018 para cá), mas o jeito que eu me enxergo é o mesmo. A escala de valores do Adenor é a mesma – sentenciou.

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