Acrissul diz que Bolsonaro cumpre promessa com setor

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Liberação de arma foi proposta de campanha

ALINE OLIVEIRA

Sobre a declaração do presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL), de formalizar o projeto de lei que libera utilização de armas nas propriedades rurais brasileiras, o presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Jonatan Barbosa, afirma que o Chefe do Executivo Federal está cumprindo as promessas que fez durante a campanha e concorda com a iniciativa.

No entendimento de Barbosa, o presidente está cumprindo o compromisso firmado com o setor produtivo brasileiro. “A liberação de armas será feita de forma organizada e para pessoas preparadas para utilizar o equipamento de segurança. O que não dá para continuar é a situação de medo e insegurança que os produtores rurais e suas famílias enfrentam, distantes do socorro existente na área urbana”, pontua.

Na avaliação do dirigente da Acrissul, a insegurança é causada ainda, por pessoas que dizem participar do Movimento Sem-Terra, ou ainda, infiltrados em movimentos indígenas. “Essas pessoas se aproveitam para invadir as propriedades documentadas e produtivas. E o produtor o que vai fazer? Esperar ser roubado ou até morto?”, questiona.

Barbosa acredita que o projeto atenderá condições mínimas de treinamento e registro formal. “Acredito que será tomado um cuidado especial, com treinamento de manejo e registro dos proprietários, que averigue antecedentes criminais. É preciso ficar claro que a arma será utilizada como mecanismo de defesa e não sairá da propriedade”, conclui.

DECLARAÇÕES

Na abertura da Agrishow 2019, uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, realizada em Ribeirão Preto (SP), o presidente Jair Bolsonaro afirmou aos convidados que deve colocar em pauta em maio, um projeto que autoriza o produtor rural a ter posse de arma de fogo, em todo perímetro da propriedade rural.

O governo avalia também, conceder ‘excludência de ilicitude’ a agricultores que, ao defenderem a propriedade ou a vida, cometerem algum crime. Neste caso, os autores responderão a um processo, mas não serão punidos.

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