Moradores se mudam para fugir de alagamentos em casas

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Drenagem não ajuda e imóveis ficam abaixo do nível da rua

LEANDRO ABREU

Com casas abaixo do nível da rua e uma drenagem ineficiente, que mora na Rua Jaburu, no Bairro Octávio Pécora, sofre há anos com alagamento nas casas. Moradores que possuem casa própria fogem do local e colocaram os imóveis à venda ou para alugar, em busca de novos inquilinos.

Para tentar evitar que a água invada as casas, moradores colocaram barreiras de  madeira nos portões. A decisão ameniza, mas não resolve a situação. Praticamente toda a água da chuva que cai nos bairros vizinhos escorre para a rua, que alaga facilmente pela drenagem praticamente inexistente e os bueiros sempre entupidos.

Há 28 anos morando na Rua Jaburu, o atendente de farmácia Edmilson Figueiredo, 53 anos, mora na parte da rua que não alaga, mas vê o sofrimento dos vizinhos. “Qualquer chuva já começa a encher a rua e entrar nas casas. Uma vez, deixei o carro na rua e entrou água também. Nunca deram uma solução”, explicou.

Uma demonstração de desespero é o caso da secretária Maura da Silva Araujo Machado, 51 anos. Dona de uma casa na rua e cansada de ter o imóvel invadido pela água, ela preferiu se mudar e pagar aluguel.

“A última chuva que enfrentamos foi em 2015, no fim do ano também. Perdemos tudo! De móveis a roupas e documentos. Hoje, nós moramos de aluguel em uma edícula enquanto tenho uma casa própria boa, com quatro quartos lá”, lamenta, ressaltando que o que recebe de aluguel da casa no Octávio Pécora não paga o imóvel que mora atualmente. “Tenho que completar o aluguel daqui e ainda tive mais prejuízos com gasto de gasolina e deslocamento diário vindo morar aqui”, completou.

Ainda conforme Maura, a cada chuva era um desespero na rua. “Não precisava de muito para encher a rua de água. Ficou um trauma para a gente, ver aquela água toda entrando e arrombando a porta de casa. Hoje só consigo alugar a casa lá por um valor muito abaixo e ainda colocamos esse problema da chuva no contrato, para o inquilino saber”, explicou.

Foram cinco anos enfrentando o problema no bairro, segundo a secretária. E o que não faltou foi pedido de socorro à prefeitura da Capital.

“Pedimos várias vezes alguma intervenção. Uma única vez limparam um dos bueiros lá, que aliviou por um tempo, mas não resolve. Um dos moradores que entendem mais da situação até enviou uma sugestão de projeto para resolver o problema, mas nada foi feito. Em 2015, naquela época, o Bernal foi lá em casa e disse que ia resolver”, lembra.

Mesmo com a situação relatada diversas vezes pelos moradores e também por meio de reportagens, a Prefeitura de Campo Grande disse em nota que “não há nenhum registro de solicitação do serviço neste local”.

Ainda de acordo com a administração municipal, uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) vai ao local para averiguar a situação.

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