MEC anuncia R$ 2,9 milhões para programa de alfabetização

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Avaliação nacional revelou que 60% das crianças não sabem ler no 3º ano

ALINE OLIVEIRA

Mato Grosso do Sul  receberá R$ 2,9 milhões para implantar o programa Mais Alfabetização, idealizado pelo Ministério da Educação (MEC), com objetivo de apoiar as escolas da rede pública no processo de alfabetização dos estudantes dos 1º e 2º anos, do ensino fundamental.

O programa possui abrangência nacional com adesão de 49 mil escolas e atendimento de 3,6 milhões de estudantes. No Estado, 513 escolas confirmaram a participação e atenderão 2.148 turmas que totalizam 60.306 estudantes.

A liberação dos recursos foi efetiva em cerimônia oficial, em Brasília (DF) e o ministro Mendonça Filho afirmou que o valor inicial de R$ 253 milhões servirá para que os municípios possam se planejar focando na qualidade e eficiência. “Será importante também agregar a figura do assistente de alfabetização, que vai auxiliar os professores nessa missão extremamente importante que é alfabetizar nossas crianças e jovens”, lembrou.

O projeto foi idealizado a partir de uma constatação preocupante na rede de ensino brasileira. Atualmente, mais da metade das crianças brasileiras não sabem ler, mesmo concluindo o 3º ano do ensino fundamental. O repasse será fundamental, para que as escolas possam contratar assistentes de alfabetização, por intermédio de processo de seleção elaborado pelos municípios.

Durante o evento, o ministro falou sobre a desigualdade que prevalece na educação. “Como é que um filho de uma família de classe média ou rica no Brasil é alfabetizado aos seis anos de idade e o filho do pobre vai se alfabetizar, e mal, aos oito e até nove anos?”, questionou Mendonça Filho.

“Para mim, isso é inaceitável. Eu acho até que a luta, ao médio e longo prazo, é que a gente possa assegurar a todas as crianças do Brasil as mesmas oportunidades em termos de alcançar alfabetização plena. Isso produz justiça e igualdade de oportunidade”, concluiu o representante do MEC.

COMPROMISSO

Durante o evento também foi lavrado um termo de compromisso do Mais Alfabetização com prefeitos e secretários de educação. A assinatura foi feita por representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O Programa Mais Alfabetização foi lançado com o intuito de reverter estagnação na aprendizagem, revelada pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) em 2016. Os resultados do levantamento mostraram que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, permanecem em níveis insuficientes de leitura, encontrando-se nos níveis 1 e 2.

Mato Grosso do Sul  receberá R$ 2,9 milhões para implantar o programa Mais Alfabetização, idealizado pelo Ministério da Educação (MEC), com objetivo de apoiar as escolas da rede pública no processo de alfabetização dos estudantes dos 1º e 2º anos, do ensino fundamental.

O programa possui abrangência nacional com adesão de 49 mil escolas e atendimento de 3,6 milhões de estudantes. No Estado, 513 escolas confirmaram a participação e atenderão 2.148 turmas que totalizam 60.306 estudantes.

A liberação dos recursos foi efetiva em cerimônia oficial, em Brasília (DF) e o ministro Mendonça Filho afirmou que o valor inicial de R$ 253 milhões servirá para que os municípios possam se planejar focando na qualidade e eficiência. “Será importante também agregar a figura do assistente de alfabetização, que vai auxiliar os professores nessa missão extremamente importante que é alfabetizar nossas crianças e jovens”, lembrou.

O projeto foi idealizado a partir de uma constatação preocupante na rede de ensino brasileira. Atualmente, mais da metade das crianças brasileiras não sabem ler, mesmo concluindo o 3º ano do ensino fundamental. O repasse será fundamental, para que as escolas possam contratar assistentes de alfabetização, por intermédio de processo de seleção elaborado pelos municípios.

Durante o evento, o ministro falou sobre a desigualdade que prevalece na educação. “Como é que um filho de uma família de classe média ou rica no Brasil é alfabetizado aos seis anos de idade e o filho do pobre vai se alfabetizar, e mal, aos oito e até nove anos?”, questionou Mendonça Filho.

“Para mim, isso é inaceitável. Eu acho até que a luta, ao médio e longo prazo, é que a gente possa assegurar a todas as crianças do Brasil as mesmas oportunidades em termos de alcançar alfabetização plena. Isso produz justiça e igualdade de oportunidade”, concluiu o representante do MEC.

COMPROMISSO

Durante o evento também foi lavrado um termo de compromisso do Mais Alfabetização com prefeitos e secretários de educação. A assinatura foi feita por representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O Programa Mais Alfabetização foi lançado com o intuito de reverter estagnação na aprendizagem, revelada pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) em 2016. Os resultados do levantamento mostraram que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, permanecem em níveis insuficientes de leitura, encontrando-se nos níveis 1 e 2.

Na avaliação realizada em 2014, esse percentual era de 56,1. Outros 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em leitura, com desempenho nos níveis 3 (adequado) e 4 (desejável). Em 2014, esse percentual era de 43,8.

A terceira edição da ANA foi aplicada pelo Inep entre 14 e 25 de novembro de 2016. Foram avaliadas 48.860 escolas, 106.575 turmas e 2.206.625 estudantes.

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