Laços de Família: operação da PF combate tráfico de drogas e lavagem dinheiro em MS

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211 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão

Vinícius Squinelo, com PF

A Polícia Federal no Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta segunda-feira (25), a Operação Laços de Família, com a finalidade de combater os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, cometidos por uma forte e pujante organização criminosa. A Orcrim tinha seu foco principal de atuação a partir da fronteira sul do Estado de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

A organização desmantelada nesta data tinha trações de um clã, de forma assemelhada à máfia, eis que seus principais cabeças eram de um mesmo grupo familiar e tinha estreita ligação com a facção criminosa paulista PCC.

Grandes carregamentos de droga eram remetidos da região fronteiriça para várias regiões do Brasil, geralmente escondidos em caminhões e carretas com cargas aparentemente lícitas, tudo a serviço da criminalidade. Em contrapartida, a ORCRIM recebia joias, veículos de luxo e dinheiro por meio de depósitos em contas bancárias de “laranjas” e de empresas de fachada, como pagamento das cargas criminosas, que garantiam vida luxuosa e nababesca aos patrões do tráfico internacional de drogas, que incutiam o temor e o silêncio na região, pela sua violência e poderio.

Também eram utilizados helicópteros para transportar joias e dinheiro usados como pagamento do bando, vindos de vários pontos do Brasil, receptores das grandes cargas de droga.

DECISÃO

A Justiça Federal da 3ª Vara de Campo Grande/MS, em atendimento à representação da Polícia Federal, expediu contra a organização criminosa 20 (vinte) mandados de prisão preventiva, 2 (dois) mandados de prisão temporária, 35 (trinta e cinco) mandados de busca e apreensão em residências e empresas, 136 (centro e trinta e seis) mandados de sequestros de veículos terrestres, 7 (sete) mandados de sequestro de aeronaves (helicópteros), 5 (cinco) mandados de sequestro de embarcações de luxo, 25 (vinte e cinco) mandados de sequestro de imóveis (apartamentos, casas, sítios, imóveis comerciais), os quais estão sendo cumpridos nesta data, em cinco diferentes Estados da Federação (MS, PR, SP, GO e RN), cujas cidades serão citadas na coletiva de imprensa que será feita hoje pela manhã na Sede da Superintendência da PF em Campo Grande, às 10:00 do MS (11:00 de Brasília).

Além disso, também foi decretado o sequestro geral pela Justiça Federal de todos os bens de 38 investigados, em todo o território nacional, inclusive em nome de suas empresas de fachada.

Durante a investigação, antes da deflagração da operação, a Polícia Federal já tinha conseguido apreender R$ 317.498,16 (trezentos e dezessete mil quatrocentos e noventa e oito reais e dezesseis centavos) em dinheiro; joias avaliadas em R$ 81.334,25 (oitenta e um mil trezentos e trinta e quatro reais e vinte e cinco centavos), 2 (duas) pistolas, 27 (vinte e sete) toneladas de maconha, 2 (duas) caminhonetes DODGE RAM e 11 (onze) veículos de transporte de carga, além de prender em flagrante delito 6 (seis) membros da ORCRIM investigada.

O prejuízo causado à ORCRIM com as apreensões de drogas e veículos durante as investigações foi de pelo menos R$ 61.000.000,00 (sessenta e um milhões de reais), ao que deverão ser acrescentadas as apreensões de aeronaves, veículos terrestres, imóveis, dinheiro e outros bens que serão apreendidos com a deflagração da operação na presente data.

A operação utilizou 211 policiais federais para cumprimento dos mandados judiciais.

A Receita Federal procedeu a análise da evolução patrimonial e à identificação de bens e empresas dos envolvidos.

As penas somadas dos crimes cometidos atingem aproximadamente 35 anos de prisão.

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