Deputado reclama de obra da prefeitura no Parque dos Poderes

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foto divulgação

Projeto prevê ligação de vias por dentro da mata nativa do parque

Izabela Jornada

Prefeitura de Campo Grande retoma obras de ligação de vias no Parque dos Poderes e parlamentar reclama do desmatamento e da supressão de 1.222 árvores do local.

Durante sessão desta terça-feira (07), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Amarildo Cruz (PT) pediu para que o presidente da Casa de Leis, Junior Mochi (PMDB) liberasse Comissão de Meio Ambiente do Legislativo para analisar intervenção que está sendo feita no local.

“Já desmataram dois hectares de mata nativa sem necessidade, só para ligar rotatória da Avenida Mato Grosso com o Tribunal de Justiça (TJ), isso não tem lógica. Daqui a pouco não teremos mais mata aqui no parque e será um lugar comum como os outros”, reclamou o petista.

O deputado declarou que a obra foi projetada na gestão do prefeito Nelson Trad (PTB), em 2008, mas que o Ministério Público Estadual (MPE) interviu e ela foi embargada. “Agora chego aqui e vejo a obra em andamento. Vou pedir esclarecimentos”, disse Amarildo.

O petista continuou dizendo que a obra é desnecessária. “Querem fazer uma avenida que não liga nada a lugar nenhum”, disse ele.

O parlamentar argumentou também que além de se preocupar com o meio ambiente, a área é considerada um dos principais cartões postais da cidade.

PREFEITURA
Em contrapartida, o secretário Municipal de Obras, Rudi Fiorese, explicou que a intervenção faz parte do PAC Pavimentação, projeto que foi elaborado na gestão de Nelson Trad, mas que ficou parada durante o mandato do prefeito Alcides Bernal (PP).  “É um contrato antigo da prefeitura com a Caixa Econômica Federal e que foi retomado agora”, disse Fiorese.

O PAC Pavimentação é proveniente de recurso federal e o valor destinado é de R$ 311 milhões para efetivar a obra na Capital. “Esse contrato com a Caixa é para várias regiões, Nova Lima, Nasser, Anache, entre outros”, explicou o secretário.

Porém, a construção da avenida que ligará a rotatória da Avenida Mato Grosso com outra rotatória, que fica perto da Receita Federal, faz parte de obras de pavimentação do contrato responsável pela travessia de drenagem da Avenida Mato Grosso, do recapeamento da Rua Hiroshima, da Avenida Araracruz, da Antonio Maria Coelho e Furnas. “Mas ambos os contratos são um só. Tudo está dentro do PAC. O valor total nesse de drenagem é de R$ 35 milhões”, declarou Rudi.

O secretário rebateu as acusações do deputado petista, afirmando que a obra é necessária para desafogar o trafego de veículos dentro do parque e que essa melhoria vai diminuir a morte de animais que são atropelados na região. “Essa via vai dar acesso a Uniderp (Universidade Anhanguera) e outros órgãos que tem fluxo grande”, ratificou ele.

O secretário também afirmou que toda a obra tem licença da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) e tem autorização de supressão vegetal.

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