Cães dos Bombeiros de MS são certificados para participar de resgate em qualquer lugar do mundo

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Duke, lotado no 6º GBM de Campo Grande, e Cindy, do batalhão de Coxim, conseguiram a Certificação Internacional de Cães de Resgate do IRO.

Por Juliene Katayama, G1 MS

Equipes de MS realizando a prova de certificação (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Equipes de MS realizando a prova de certificação (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Equipes de MS realizando a prova de certificação (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O pastor Belga Duke, do 6º Grupamento dos Bombeiros de Campo Grande, e a labradora retriever Cindy, do batalhão de Coxim, conquistaram a Certificação Internacional de Cães de Resgate, do Internation Dog Rescue Organization (IRO), em Xanxerê (SC). Por dois anos, os dois cães poderão ser convocados para participar de salvamentos em qualquer lugar do mundo.

O cabo Luciclei Silva Lima, responsável por Cindy, disse que há tendência do Corpo de Bombeiros de colocarem cães certificados. “Colocar os cães de alguma maneira testados para evitar falhas”, afirmou.

Duke realizando avaliação da obediência e destreza do cão (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Duke realizando avaliação da obediência e destreza do cão (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Duke realizando avaliação da obediência e destreza do cão (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Luciclei disse que a prova foi realizada em duas etapas. A primeira, os cães tinham de encontrar duas pessoas supostamente feridas e perdidas em uma área de mata fechada de dois hectares no tempo máximo de 15 minutos. A segunda etapa, foi a realização de 10 exercícios em obstáculos para a avaliação da obediência e destreza do cão, além do controle do condutor sobre o animal.

Participaram da prova 22 equipes de vários estados brasileiros, além de equipes da Colômbia e Uruguai.

Cindy e cabo Luciclei à esquerda; Duke e capitão Fábio à direita (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Cindy e cabo Luciclei à esquerda; Duke e capitão Fábio à direita (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Cindy e cabo Luciclei à esquerda; Duke e capitão Fábio à direita (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

A unidade ao norte do estado foi pioneira em usar cães na busca. Desde o final de 2011, os militares envolvidos no projeto se capacitaram, construíram um canil físico, adquiriram cães e, hoje, conta com três binômios, ou seja, 3 cães com seus respectivos condutores, sendo que 2 cães já estão aptos para as missões.

Em Campo Grande, são mais três equipes com cães, sendo um preparado e dois em treinamento. “Não é proibido trabalhar sem cães certificados, mas é para se igualar à excelência do serviço”, disse o cabo.

O trabalho com cães tem o objetivo de oferecer dentro de um conjunto de especialidades, excelência no atendimento à população e, principalmente, visando a preservação da vida. Mas Luciclei conta que a parceria com o “melhor amigo do homem” não é tão simples.

“Depois da jornada tem os cuidados com os cães. Eles são como filhos. Hoje só a região norte e central do estado tem cães de resgate, o ideal seria que em todas as regiões tivesse cães de resgate”, afirmou o bombeiro.

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