Ministro do Turismo detém confiança de Bolsonaro, diz porta-voz

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O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse nesta 2ª feira (7.out.2019) que o presidente Jair Bolsonaro não pretende afastar o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, do cargo. Ele é investigado pela Polícia Federal por suposto caixa 2 em campanha eleitoral do PSL em 2018.

Segundo o porta-voz, Marcelo Álvaro Antônio “detém da confiança” do presidente.

“Não há da parte do presidente, nesse momento, qualquer indício ou qualquer formulação de ideia no sentido de substituir o ministro. O ministro se mantém no cargo e detém a confiança do presidente Jair Bolsonaro”, disse Rêgo Barros em entrevista à jornalistas no Palácio do Planalto.

Depoimento e uma planilha apreendida pela PF levantam suspeitas de que, com o esquema de candidaturas-laranja, o PSL teria desviado dinheiro para ser usado nas campanhas de Jair Bolsonaro e de Marcelo Álvaro, coordenador da candidatura presidencial em Minas Gerais e candidato a deputado federal. O ministro nega as acusações.

Nesta tarde, Bolsonaro evitou falar sobre o assunto quando foi questionado quando falava a jornalistas sobre manchas de petróleo que avançou na costa do Nordeste.

MUDANÇA DE REGRA PARA SERVIDORES

Rêgo Barros também afirmou que a reforma administrativa que está em elaboração pelo Ministério da Economia pode incluir regras diferentes para quem venha a entrar no serviço público no futuro. O porta-voz destacou, no entanto, que o governo não cogita mexer na situação jurídica dos atuais funcionários públicos, que devem permanecer, por exemplo, com estabilidade no cargo.

“O presidente não cogita os atuais funcionários públicos de terem a sua situação legal modificada. Que aqueles que venham a adentrar no serviço público, futuramente, [a estabilidade] está sob análise da nossas equipes e, a partir dessa análise, o presidente tomará a decisão, óbvio, em consórcio com o Congresso que, ao fim e ao cabo, deve tomar a decisão final”, disse.

Pela manhã, Bolsonaro afirmou à imprensa que nunca discutiu acabar com o fim da estabilidade para servidores públicos. A fala foi em resposta a uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense. De acordo com o jornal, a proposta de reforma administrativa a ser enviada ao Congresso Nacional previa tal medida.

Com informações da Agência Brasil.

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