MASSACRE EM ESCOLA: é hora de refletir sobre facilitar posse de armas, analisam políticos de MS

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Parlamentar lamenta tragédia ocorrida em Suzano e diz que ato convida à reflexão sobre próximos passos políticos

Rodson Willyams

O deputado federal Fábio Trad (PSD) comentou, nesta quarta-feira (13), sobre a tragédia ocorrida na cidade de Suzano, em São Paulo. Para o parlamentar, é necessário se questionar e refletir sobre o caso.

“Primeira pergunta: uma tragédia que nos convida à reflexão sobre as razões que levam adolescentes a planejarem e executarem um plano tenebroso de homicídios e suicídio”, inicia Fábio Trad.

Para o deputado, a questão é mais subjetiva. “Não posso especificar, mas creio que é falta de sentido ou propósito para a existência neste mundo em que o desamor infelizmente ganha terreno cada vez mais”.

Fábio ainda relata que a flexibilização da posse de arma de fogo tem que ser vista com mais seriedade. “Parece-me que flexibilizar o porte pode sim gerar uma onda de criminalidade violenta contra a pessoa, em especial episódios ocasionais de crimes de ímpeto, porém a posse não me parece que surta efeito criminógeno porque diz respeito à defesa da família e propriedade”.

Por fim, ele pondera: “não creio que haja relação entre a flexibilização da posse e a tragédia de Suzano. É importante diferenciar posse de porte”.

O senador Nelson Trad Filho (PSD), por sua vez, afirmou que acompanha as notícias e vê com muita tristeza a tragédia.

“É uma tragédia que jamais poderíamos imaginar. Me solidarizo com toda a comunidade de Suzano e todo o Brasil”, dispara o senador, que emenda: “me sensibilizo, essas causas tem que ser explicada, decifradas para que nunca mais voltem a ocorrer”.

Liberação do porte de arma

Ao ser questionado sobre a questão da liberação do porte de arma defendido pelo presidente Jair Bolsonaro  (PSL) e sobre a possibilidade de tragédias como esta voltarem a acontecer, o senador afirmou: “sempre tive um pé atrás quanto a questão da liberação do armamento”.

“É uma questão a ser avaliada e verificada. Tem saber como vai essa questão da normatização. Como médico sempre trabalhei por muitos anos em pronto-socorro de hospital. Eu sei como é receber vítimas como ferimento ocasionado por arma de fogo. A gente tem que ver isso com muita cautela. A mesma arma que pode ser utilizada para se defender por ser usada para outra finalidade, assim como essa”, finaliza.

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