Queimou o bacon! Tio Trutis, candidato a Federal que se diz honesto, dá calote em funcionária grávida.

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Colecionador de polêmicas nas redes sociais, o empresário e candidato a deputado federal pelo PSL, Loester Carlos Gomes de Souza, mais conhecido como “Tio Trutis” por ser proprietário do “Trutis Bacon Bar”, agora vai ganhar projeção por desrespeitar as leis trabalhistas. Famoso por se achar o máximo e suposto defensor das leis vigentes no País, o “Tio Trutis”, ou melhor, “Tio Picareta”, foi acionado na Justiça do Trabalho pela ex-funcionária Janaína Nogueira de Sá Teles depois de demiti-la grávida, fazer acordo e não cumprir.

Segundo o advogado Gabriel Foschini Trindade, que é o defensor de Janaína Nogueira, a cliente foi admitida por Loester no dia 6 de junho de 2015 com apenas 16 anos de idade para exercer a função de atendente, recebendo como salário o valor de R$ 1 mil mensais e mais R$ 32,00 semanais a título de vale transporte, e dispensada no dia 17 de janeiro de 2016 sem justa causa e estando grávida. “Ela laborava de quarta-feira a domingo, inclusive feriados, das 15h30 às 3 horas, sem qualquer intervalo intrajornada, tendo esporadicamente 15 minutos para refeição e descanso”, revelou.

Além disso, de 1º de outubro de 2015 até a data da demissão – 17 de janeiro de 2016 – passou de atendente a cozinheira, cumprindo a mesma jornada de trabalho, no entanto, sem qualquer reajuste salarial. O advogado acrescenta que a outra cozinheira do Trutis Bacon Bar exercia as mesmas funções que Janaína, mas recebia R$ 1.200,00, ou seja, R$ 200,00 a mais. Porém, a situação que já era ruim ficou ainda pior quando a cliente descobriu, em 13 de outubro de 2015, através de ultrassonografia obstétrica, que estava gestante.

Desta forma, ela comunicou ao “Tio Trutis” que estava grávida, ocasião em que ele lhe prometeu registrar a Carteira de Trabalho para fins de proporcionar o benefício da licença maternidade, entretanto não foi assim que procedeu. O candidato a deputado federal passou, a partir daí, a discriminá-la na lida diária, tentando forçá-la a pedir demissão, falando que não precisava mais dela, que ela só “morgava”, que não fazia as coisas direito ou tudo pela metade e questionando-a de como ela trabalharia estando gestante.

Janaína revela também que Loester Gomes era rude e ríspido, fazia brincadeiras de mau gosto e chamava a ex-funcionária de lerda. Quando ele constatou que ela tinha a intenção de continuar no emprego mesmo após o assédio moral relatado, resolveu dispensá-la arbitrariamente, o que fez no dia 17 de janeiro de 2016, propondo pagamento de R$ 2.100,00 de forma parcelada. A ex-funcionária não aceitou a proposta e o “Tio Trutis” não levando em consideração o estado de gravidez a demitiu, desrespeitando a estabilidade provisória, bem como, a anotação na Carteira de Trabalho.

Começava aí o martírio de Janaína que tentou, em vão, receber seus direitos e, por meio de conversas via WhatsApp, era enganada e, ao mesmo, tempo destratada por Loester Gomes, que mandou a ex-funcionária procurar os seus direitos na Justiça do Trabalho. “Agora nos vemos na primeira audiência”, alegando que os dias serão acertados “Tem e vai”, “Mas em juízo”, traz mensagem no WhatsApp.

Na Justiça do Trabalho, Janaína requerer o que lhe é de direito, pois, não foi lhe assegurado a permanência no emprego no período da gestação e nem a estabilidade provisória, sendo desrespeitada, após, dispensada arbitrariamente sem receber nenhuma verba rescisória. O advogado Gabriel Foschini Trindade requer junto à 5ª Vara do Trabalho de Campo Grande o pagamento de R$ 60 mil para a ex-funcionária.

Esse montante já inclui indenização por acumulo de funções, pagamento de horas-extras, adicional noturno, falta de intervalo intrajornada, de hora-extra da mulher, verbas contratuais rescisórias, multa por atraso no pagamento das verbas contratuais rescisórias, multa por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, ausência de descanso semanal remunerado, descumprimento da estabilidade provisória por estar gestante, indenização substitutiva do seguro desemprego, indenização por danos morais pelos abusos praticados, entre outras irregularidades trabalhistas cometidas pelo “Tio Trutis”.

E agora candidato? Vai pagar o que deve à ex-funcionária ou vai continuar fazendo piadas nas mídias sociais e pedindo voto para os eleitores mais incautos? Essa história ainda vai ter desdobramentos e o Blog do Nélio vai ficar de olho.

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