Polaco continua preso, mas ainda não prestou depoimento

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Depoimento é bastante aguardado, já que Polaco pode delatar suposto comparsas

LUANA RODRIGUES

O corretor de gado José Ricardo Gutti Gumari, conhecido como “Polaco”, continua preso na Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Ele se apresentou na tarde de ontem, seis dias após a Operação Vostok, da Polícia Federal, que prendeu outras 13 pessoas.

De acordo com a PF, o suspeito encontra-se detido, em um cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pelo Superior Tribunal de Justiça, e não há informações sobre a transferência dele.

O advogado de defesa de Polaco, José Roberto Rodrigues da Rosa, afirmou que ele ainda não prestou depoimento e deve permanecer na prisão até cumprir por completo o prazo da decisão.

DELAÇÃO

Polaco já havia concordado em fazer delação premiada sobre os denúncias investigadas pela Polícia Federal, envolvendo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que vieram a tona na última quarta-feira (12). No entanto, ameaçado de morte, ele recuou da decisão e ainda acusou de coação o promotor responsável pelo caso, Marcos Alex Vera, da 30º Promotoria de Justiça.

No documento, o corretor de gado alegava que tinha ciência das investigações que apontavam que ele seria operador de valores “em nome de autoridade que detém função pública relevante e de comando no Estado”, e que a ideia da colaboração surgia “no sentido de auxiliar os representantes do Ministério Público a identificarem os valores decorrentes de lavagem de dinheiro e outros crimes”.

Polaco afirmava ainda que tinha notas fiscais, bem como cheques e bilhetes manuscritos que indicariam com segurança a participação do chefe do executivo, Reinaldo Azambuja (PSDB), e pelo menos um dos filhos dele, num esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, e assegurava que estava se dispondo a delatar os ex-aliados de forma voluntária.

RECUO

Quatro meses após a apresentação da proposta, já no dia 26 de julho, Polaco voltou atrás. Apresentou um segundo documento, desta vez endereçado ao Procurador Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul (PGJ-MS) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), acusando o promotor Marcos Alex Vera de coagi-lo a entregar o esquema.

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